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Plano contempla milhares de famílias do Lubango

Estanislau Costa|Lubango

Mais de quatro mil famílias residentes nos bairros da Lage, Comandante Cowboy, Nzagi, A Luta Continua e Comercial, empresas públicas e privadas da cidade do Lubango têm agora água potável, fruto da materialização do Plano Director de Águas da Cidade.

Plano Director de Águas da Cidade do Lubango tem a primeira fase concluída e abrange bairros do casco urbano e suburbano da capital da província da Huíla
Fotografia: Estanislau Costa|Lubango

A reportagem do Jornal de Angola constatou em vários pontos que a execução das obras está já na fase final. Novas zonas do casco urbano e suburbano da capital da Huíla vão ser contempladas, com realce para o Ferroviário, Minhota, Revolução de Outubro, Santo António, João de Almeida e outras.
O Plano Director de Águas da Cidade do Lubango é executado em duas fases, sendo a primeira, iniciada em 2011, com financiamento de uma linha de crédito alemã, de 90 milhões de euros. A segunda fase, que está em preparação, custa 5,1 milhões de kwanzas, um financiamento do Banco Mundial.
 A antiga rede foi projectada para abastecer apenas 120 mil pessoas, facto que levou à concepção do Plano Director de Águas da Cidade do Lubango, para tornar exequível a captação de financiamentos e recrutar pessoal qualificado para a sua execução. As acções desenvolvidas pelo Governo Provincial visam proporcionar mais capacidade de captação, distribuição e fazer com que seja mais abrangente o consumo de água potável.

Novas condutas

O director provincial de Energia e Águas da Huíla, Abel João da Costa, informou que a primeira fase do projecto atingiu 12 quilómetros de tubagens. “Foram colocadas duas tubagens paralelas, de maior e de menor dimensão, que permitem levar mais água à população, evitar roturas e outros desperdícios registados na antiga tubagem”, afirmou.
Abel João da Costa explicou que a primeira conduta substituída partiu de Nossa Senhora do Monte e percorreu as áreas da Boca da Humpata, bairro da Lage, até à zona do Prédio Quatro. A segunda, começou a ser instalada no mesmo local até ao cruzamento da Tundavala, Bispado, Arco-Íris, terminando nas imediações do Banco Nacional de Angola.
A terceira conduta partiu da nascente da Tundavala e interligou as restantes. A reconstrução e modernização do sistema de distribuição de água potável da cidade visa eliminar as constantes roturas provocadas pela caducidade da tubagem de fibrocimento, aumentar os níveis de captação, transporte, distribuição e melhorar o abastecimento.
Nesta obra foram instalados 57 quilómetros de nova tubagem, construídos seis reservatórios, com maior capacidade de retenção, e ligadas 700 casas e empresas. Os novos tanques têm capacidade para armazenar 60.750 metros cúbicos de água, performances que superam as cifras dos quatro tanques da cidade. O director Abel da Costa revelou que a terceira etapa do programa, com suporte financeiro do Banco Mundial, prevê atingir 27 quilómetros de implantação de nova tubagem. Garantiu que os consumidores vão sentir diferenças na pressão da água que vai jorrar nas torneiras, que tem mais qualidade, com a eliminação das fugas na conduta.
 
Outras inovações
 
Especificamente para a cidade do Lubango, o Plano Director de Águas programou acções que abrangem 19 bairros, as zonas de expansão da urbe, com realce para as centralidades da Eiwa e da Quilemba.
 Importa realçar que 15 bairros contam com furos artesianos de água. Ao contrário das infra-estruturas de água e saneamento da época colonial, que têm estado a provocar limitações no fornecimento à urbe, o plano actual propõe que o sistema de água potável projectado deve ser único e integrado. O director informou que os habitantes do Lubango consomem água potável captada nas nascentes da Nossa Senhora do Monte e da Tundavala. As zonas suburbanas utilizam a água extraída de 128 furos equipadas com bombas manuais, eléctricas e uma área para as mulheres lavarem a roupa.
A área de Mobilização Social da Direcção Provincial de Energia e Águas desenvolveu, em finais de 2011, acções que visaram a contagem das moradias, principalmente nas zonas rurais, com instalações sanitárias credíveis.
 O processo contemplou 19 bairros da cidade, tendo permitido identificar as populações por estratos socioeconómicos, condições de habitabilidade e qual a quantidade de água necessária para cada habitação.

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