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População alojada em zonas seguras

João Luhaco | Lubango

Um programa de emergência para a transferência faseada das populações que ainda se encontram a viver em zonas consideradas como de “sérios riscos”, em diversos bairros da cidade do Lubango, arranca nos primeiros dias de 2017, revelou ontem, à imprensa, o administrador municipal, Francisco Barros.

Administrador municipal Francisco Barros disse que as zonas consideradas vermelhas são as que se encontram nas linhas de água
Fotografia: Eduardo Pedro

O programa, que já identificou um espaço de mais de 50 hectares para o assentamento das populações que serão transferidas, está a ser executado pela Administração Municipal do Lubango e pela Direcção Provincial do Urbanismo.
“Temos estado a receber orientações precisas do governador Marcelino Tyipingui, para aplicarmos o  programa, de acordo com as possibilidades que temos em termos de espaço”, assegurou Francisco Barros, acrescentando que “é preciso que no local tenhamos condições mínimas de acesso a água, energia e instituições públicas e sociais, tais como escolas e postos de saúde”.
Em algumas zonas identificadas já existem escolas e serviços de saúde, sendo necessário aumentar apenas a capacidade de funcionamento.
Em quase todos os bairros da cidade do Lubango existem zonas consideradas de risco. “Há zonas devidamente identificadas e muitas famílias estão catalogadas pela Administração Municipal para serem realojadas, como, por exemplo, as dos bairros do Rio Capitão e do Camazingo. Os administradores dos bairros trabalharam afincadamente no sentido de fazerem este levantamento e temos as listas actualizadas”, frisou. Para o realojamento, a Administração Municipal classificou a sua execução em três fases: a primeira será para aqueles que estão a viver em zonas consideradas como de “alto risco”, também tratadas como de “zonas vermelhas”. As outras fases abrangem áreas onde existem casas que podem desabar a qualquer altura. 
“As zonas vermelhas são aquelas casas que se encontram nas linhas de água, debaixo dos cabos de alta tensão e em terrenos onde o solo já não se adapta à construção de infra-estruturas.”
No pretérito mês de Fevereiro, a Administração Municipal do Lubango havia  já catalogado 1.332 famílias que vivem em zonas de risco, nos bairros do Tchioco e Canguinda. Segundo o administrador Francisco, a Administração Municipal reabriu  o processo de catalogação, com base num mapa denominado Geo-Referenciação, para inventariar todas as pessoas que vivem em zonas de risco, com o objectivo de serem integradas no plano director que tem com objectivo  requalificar convenientemente a cidade do Lubango.
As pessoas que vivem em zonas de risco vão ser transferidas para as localidades de Eywa, Mitcha e Tchavola, onde presentemente  decorrem novos loteamentos, dando possiblidades às populações  de contruirem residencias condignas.

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