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Populares erguem pontes para escoar bens agrícolas

André Amaro|Lubango

Os populares da comuna do Kutenda, 56 quilómetros da sede do município de Chicomba, província da Huíla, construíram duas pontes com materiais locais, para facilitar o escoamento dos produtos agrícolas para os centros de comercialização.

Os populares da comuna do Kutenda, 56 quilómetros da sede do município de Chicomba, província da Huíla, construíram duas pontes com materiais locais, para facilitar o escoamento dos produtos agrícolas para os centros de comercialização.
Com capacidade para suportar até 10 toneladas cada uma, as pontes foram construídas com matrriais como pedra, paus, areia, cimento, carris de comboio, entre outros.
As obras contaram com o apoio da administração municipal de Chicomba. Situadas na estrada que liga a sede do município com a comuna do Kutenda, as duas pontes foram inauguradas pelo vice-governador da Huíla para a área económica, Sérgio da Cunha Velho, que elogiou a iniciativa.
O governante considerou exemplar o gesto da população do Kutenda, por estar a ajudar o governo a resolver o problema de reparação das vias secundárias e terciárias, de modo a facilitar a circulação de pessoas e bens. Para a administradora municipal de Chicomba, Lúcia Francisco, a construção destas pontes vem reduzir a longa viagem que as viaturas tinham de fazer para chegar até à comuna do Kutenda, numa estrada em mau estado.
 “O município é essencialmente agrícola e mesmo com o mau estado das estradas a sua produção tem sido escoada para as províncias vizinhas do Huambo, Bié, Benguela e Namibe” referiu.
O administrador municipal do Kutenda, Fernando Gomes, disse que, este ano, os camponeses produziram muito milho, feijão, massango, massambala e outros produtos agrícolas, que correm o risco de se deteriorar por falta de escoamento.
Segundo ele, mesmo sem meios mecanizados, estima-se que a produção agrícola para 2011/2012 venha a ultrapassar as 10 mil toneladas de produtos diversos, que podem ajudar a combater a fome e reduzir a pobreza. Face ao mau estado da via, o administrador  pede às entidades de direito que reabilitem a estrada de acesso à comuna, para que a produção seja escoada com facilidade, para os mercados.

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