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Primeiras casas ficam prontas em Março

Domingos Mucuta| Lubango

Os primeiros 800 fogos habitacionais, dos 135 mil previstos para a província da Huíla, no quadro do Programa Nacional de Habitação, ficam concluídas em Março do próximo ano, anunciou quinta-feira, no Lubango, o director provincial do Urbanismo e Habitação.

Momento da apresentação do programa de habitação e urbanização das reservas fundiárias
Fotografia: Arimateia Baptista

Os primeiros 800 fogos habitacionais, dos 135 mil previstos para a província da Huíla, no quadro do Programa Nacional de Habitação, ficam concluídas em Março do próximo ano, anunciou quinta-feira, no Lubango, o director provincial do Urbanismo e Habitação.
Ao apresentar o andamento do programa de habitação e urbanização das reservas fundiárias, num encontro com os membros da comissão provincial, Nuno Ndala anunciou que as casas estão a ser executadas pela empreiteira Cassaforma, na zona da Eiwa.
Nuno Ndala explicou que as obras já começaram, depois da montagem de duas fábricas de materiais de construção civil da Cassaforma, numa altura em que as empreiteiras Consterra, Cidadela Degas e Urbanilar criam condições para o arranque da construção de outras 7.458 habitações.
As novas centralidades urbanas têm arruamentos, sistemas de drenagem das águas pluviais, serviços sociais básicos, água, energia, hospitais, escolas, estabelecimentos comerciais, recintos desportivos e postos policiais.
O director do Urbanismo e Habitação da Huíla disse que a construção dos 135 mil fogos habitacionais na Huíla vai diminuir o défice de 213 mil casas que a cidade do Lubango regista neste momento.
 
 
Urbanização do Lubango

 
Ao abrir o encontro, o governador da Huíla, Isaac dos Anjos, lembrou que o plano de urbanização da cidade do Lubango é antigo e foi projectado pelo arquitecto José António Aguiar, mas, devido à guerra, foi invadido pelas construções anárquicas.
O governador defendeu que “é necessário manter o traço característico estabelecido pelo arquitecto José António Aguiar” para a antiga cidade, ao mesmo tempo que “projectamos novas urbanizações nas reservas fundiárias”. 
O governador da Huíla acrescentou que “as propostas que trazemos para a urbanização da cidade do Lubango já tinham sido referenciadas anteriormente. Não são meras criações resultantes de uma deambulação intelectual qualquer, pesquisamos e conseguimos descobrir os projectos”, disse.
O governador da Huíla disse que a ideia consiste em conter o caos urbanístico vivido actualmente na cidade. “Identificámos novas áreas de crescimento e expansão da cidade do Lubango, evitando entrar em conflitos de terras e de propriedade”.
Sublinhou que as pesquisas permitiram considerar a construção de avenidas ao longo dos riachos, que atravessam o centro da cidade e obras de engenharia que vão reduzir a velocidade das águas de corrimento superficial.
 “Se incorporarmos a construção de diques ou represas para redução da velocidade da água, conseguimos o desassoreamento da cidade e diminuir as consequências das águas superficiais que causam danos às populações em zonas de risco”, afirmou Isaac dos Anjos.
O governador da Huíla disse que o levantamento para o plano urbanístico levou a considerar o que de mais tradicional havia para “respeitar a memória colectiva, conforme mandam os cânones de cidade, por meio de busca sobre os projectos de antigos arquitectos”.
 
Novos espaços para o bem-estar

 
O governador da Huíla disse que o seu governo está a projectar novos espaços urbanos com traçados largos e bonitos para integrar mais pessoas em harmonia, o que contribui para o desenvolvimento social da população. “Queremos o bem-estar de todos os habitantes do Lubango nos novos espaços, com urbanismo, ordenamento e vida. Estas são as nossas propostas para transformar a cidade num projecto comum da nossa pitoresca cidade”, frisou. Isaac dos Anjos defendeu que as cidades devem estar organizadas para facilitar a abertura de ruas, sinalização vertical de trânsito, condições essenciais básicas como sistemas de distribuição de água, energia e de saneamento básico, o que vai contribuir para elevar a qualidade de vida dos cidadãos. “O cidadão deve ter endereço e número de casa, nomes de rua e outros elementos que permitam gerir um elevado número de pessoas vivendo em sociedade urbanizada”.
Isaac dos Anjos disse que as duas grandes áreas identificadas como reservas do Estado na cidade do Lubango estão já publicadas no Diário da República. Nestas áreas estão em execução as novas urbanizações.

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