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Primeiros médicos formados dentro de dois anos

Arão Martins | Lubango

Os primeiros 49 médicos, formados pela Faculdade de Medicina da Universidade Mandume Ya Ndemufayo, vão concluir a sua formação dentro de dois anos, anunciou ontem a decana da instituição.

Estudantes da Faculdade de Medicina na província da Huíla começou a partir do segundo ano a ter o primeiro contacto com o meio hospitalar
Fotografia: Jornal de Angola

Ana Geraldo da Silva salientou que a Faculdade matriculou, pela primeira vez, este ano académico, 108 novos estudantes.
Neste momento decorre a fase de estágio em várias unidades hospitalares da região sul, com destaque para o Hospital Central do Lubango Dr. António Agostinho Neto.
O funcionamento da Faculdade de Medicina é satisfatório, afirmou a decana, uma vez que se regista um crescimento das condições de trabalho, fruto do esforço de todos os intervenientes, tanto a nível do Executivo, como do Governo Provincial e da reitoria da universidade.
O sucesso que se verifica na Faculdade, referiu, tem a ver com o empenho de todo o sistema de ensino e aprendizagem, com destaque para docentes, pessoal administrativo e dos próprios estudantes.
Para este ano lectivo, a faculdade matriculou 363 estudantes, número que vai aumentar no segundo semestre, em função dos estudantes que esperam fazer cadeiras esta época. Ana Geraldo da Silva esclareceu que o curso tem uma carga prática significativa, que exige esforço dos estudantes.
Por esse motivo, todas as aulas práticas começam logo no primeiro ano, mas lembrou que no primeiro ano académico a prática é para as disciplinas do ciclo básico. Os estudantes da Faculdade de Medicina, a partir do segundo ano, começam a ter o primeiro contacto com o meio hospitalar e, do terceiro até ao sexto ano, a carga prática aumenta significativamente na área clínica.“Os estágios práticos começam no terceiro ano, associados às aulas teóricas, enquanto no sexto, a actividade é essencialmente de estágio hospitalar”, indicou.
A instituição funciona com três docentes angolanos e 26 efectivos cubanos. Conta ainda com quatro colaboradores nacionais e nove outros em regime de subcontratação, pelo Ministério da Saúde.
Para esta fase, a instituição tem docentes suficientes, garantiu a decana, estando previstos outros, no âmbito da cooperação entre Angola e Cuba, para o ensino da Medicina.
A Faculdade de Medicina está, nesta fase, a mobilizar os estudantes, com vista a integrarem futuramente o quadro de docentes da instituição.
Na faculdade, localizada no bairro do Benfica, arredores da cidade do Lubango, estão em pleno funcionamento vários laboratórios, prevendo-se a instalação de outros.

Sensibilização de médicos

Os médicos em formação são educados e sensibilizados do ponto de vista patriótico, para servirem os interesses da província, da região e do país, onde quer que sejam chamados a dar o seu contributo para o bem das populações.
A Faculdade, referiu Ana Geraldo da Silva, tem 37 estudantes mobilizados para monitores nas várias disciplinas do curso. Além destes, existem também docentes médicos angolanos a trabalhar nos hospitais da Huíla e a colaborarem na docência.

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