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Produtos estragados retirados do mercado

Arão Martins| Lubango

O Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (INADEC) na Huíla apreendeu e destruiu 1.125 latas de atum Águia de Ouro, impróprio para consumo, disse ao Jornal de Angola a directora da instituição.

Produtos alimentares diversos impróprios para consumo foram destruidos em resultado de análises realizadas pelo INADEC na Huíla
Fotografia: Kindala Manuel

Bárbara Coutinho disse que o atum foi apreendido e destruído, o que resultou em 30 infracções detectadas, e referiu que a conserva foi produzida na Tailândia, com data de fabrico de 30 de Agosto de 2013 e com prazo de consumo até 30 de Agosto de 2016.
O produto foi considerado impróprio para consumo pelo Laboratório Regional de Veterinária da Huíla, situado no município da Humpata, para o qual foram enviadas cinco amostras.
Os dados disponíveis dão conta da entrada na província de 3.400 caixas de atum e, deste número, apenas foram apreendido 1.026 caixas. O INADEC na Huíla deu ordens à empresa vendedora para recolher as restantes latas que se encontram armazenadas, com o objectivo de lhe ser dado o mesmo destino.
Até à primeira quinzena de Maio, o instituto recebeu 69 denúncias, de um total de 99 visitas de fiscalização e de rotina realizadas nos municípios do Lubango, Quipungo e Matala, que resultaram em 19 inutilizações e sete apreensões de produtos alimentares diversos.
Para uma melhor prevenção, foram aconselhadas 72 empresas e o INADEC procedeu à recolha de amostras de produtos alimentares que enviou para o laboratório Regional de Veterinária. Para prevenir eventuais anomalias, o instituto promoveu 11 palestras, 167 acções de prevenção nas ruas, mercados paralelos e estabelecimentos comerciais. Durante o mês de Maio, o INADEC recebeu, ainda, 30 reclamações dos consumidores, 24 das quais foram tratadas com sucesso e outras estão ainda a ser analisadas. Das reclamações recebidas nem todos estão relacionadas com problemas de produtos impróprios para consumo, mais sim com casos laborais. Bárbara Coutinho referiu que, durante o período em referência, foram ainda destruídas 150 ­latas de tinta, sacos de bang-bang, além de quantidades elevadas de arroz, açúcar, sal e medicamentos.
O INADEC alerta os revendedores, retalhistas e consumidores a estarem atentos para, caso se depararem com produtos sem condições, denunciarem o facto às autoridades competentes, para a sua ­recolha e destruição. Bárbara Coutinho explicou que nem sempre os produtos impróprios são determinados pela data de caducidade, pois o próprio acondicionamento inadequado faz com que o produto perca algumas propriedades.
 “Tanto o acondicionamento como o transporte podem tornar o produto impróprio, daí ter aconselhado o redobrar de cuidados no manuseio de produtos alimentares”, disse.
Apesar do esforço que é feito, a responsável considerou insuficiente o número de técnicos que fiscalizam as actividades do Instituto Nacional de Defesa do Consumidor na Huíla e, em função disso, torna-se difícil trabalhar com eficácia. Para colmatar esta situação, o INADEC tem trabalhado com as brigadas da direcção provincial do Comércio e da Polícia Económica para o êxito das acções.
"A disponibilização de duas viaturas está a permitir atingir os municípios do leste e norte da província. As acções de informação são permanentes, porque o objectivo é levar ao conhecimento de todos os consumidores esta questão", disse.
Um conjunto de palestras destinadas a despertar a população para os cuidados a ter em conta na aquisição de produtos alimentares é a grande prioridade este ano.
As escolas do I e II ciclos de ensino, hospitais, unidades militares, revendedores do comércio precário também estão a ser esclarecidos sobre as normas a seguir no atendimento ao público.

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