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Profissionais da Huíla melhor preparados

João Luhaco | Lubango

As capacidades técnico-pedagógicas dos profissionais da primeira infância da Huíla estão mais reforçadas, depois que 70 pedagogos concluíram com êxito uma formação de três meses, em matéria para vigilantes de infância e de educadores pré-escolar.

Centenas de vigilantes formados para atender o desenvolvimento da primeira infância
Fotografia: Arão Martins | Edições Novembro

A acção formativa, que se enquadra dentro do programa de formação de quadros da Direcção Provincial da Assistência e Reinserção Social, tem estado a ser promovida, desde 2012, visando o desenvolvimento profissional dos técnicos e, concomitantemente, o aumento das suas competências na especialidade.
Durante o evento, os formados reflectiram sobre temas relacionados com a “Psico-pedagogia de 1.ª infância”, “Didáctica”, “Elaboração de planos”, “Metodologia de jogos e música”, “Expressão plástica”, “Inclusão social” e “Saúde e puericultura”.
A chefe de departamento de infância e do adolescente e coordenadora do curso, Maria Adelaide Francisco, considerou haver necessidade de formar-se continuamente os profissionais da primeira infância, reforçando, assim, os conhecimentos pedagógicos, para que os mesmos possam preparar melhor as crianças dos zero aos cinco anos para as classes subsequentes.
A responsável alegou que os educadores da primeira infância devem procurar desenvolver a sua profissionalidade particular, adquirindo aptidões assentes no saber especializado e sentido de rigor, uma vez que se considera ser uma área muito delicada e complexa.
Acrescentou que a entrada numa profissão representa uma dupla inserção, a incorporação num determinado sistema de serviços públicos e, ao mesmo tempo, o ingresso numa comunidade humana específica, que é integrada por outros companheiros de ofícios.
O chefe de departamento provincial da Educação, Avelino Satante, assegurou que esta formação se enquadra igualmente nas estratégias do Governo para que as crianças cresçam saudáveis e tenham à sua disposição, desde muito cedo, tudo o que merecem.
“Além de constituírem o futuro, são elas que irão prosseguir os nossos actuais esforços para transformar Angola num país próspero, moderno e democrático, onde o bem-estar de cada um se reflicta no bem-estar geral”, disse.
Maria Adelaide considerou que a execução e o êxito desta política social requer a participação activa de toda a sociedade. Por este motivo, agradeceu a criatividade das entidades que, movidas por um espírito de empreendedorismo, criaram oportunidades para o surgimento de creches privadas, com vista a atender parte das crianças nesta faixa etária.
Até ao presente momento, a Direcção Provincial de Assistência e Reinserção Social da Huíla formou 996 vigilantes de infância, para responder o atendimento e o desenvolvimento da primeira infância em 45 instituições estatais e privadas.
No ano pedagógico 2017, revelou a chefe de departamento de infância e do adolescente e coordenadora do curso, frequentaram nestes sistemas sociais cerca de quatro mil crianças dos zero aos cinco anos.

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