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Programa Águas da Chibia tem início no próximo ano

 A distribuição de água na vila da Chibia, na província da Huíla, vai conhecer melhorias significativas em 2017, com a implementação de um programa de ampliação e reabilitação da rede, à semelhança do que acontece no Lubango.

Iniciativa prevê o restauro e ampliação da estação de captação de água e a extensão da rede de distribuição para os bairros da periferia
Fotografia: jaimagens.com

O anúncio foi feito pelo chefe da área técnica da administração municipal, Cláudio Valente. O programa devia ter sido materializado este ano, mas foi adiado devido a dificuldades de financiamento.
Cláudio Valente referiu que a iniciativa prevê o restauro e ampliação da estação municipal de captação e tratamento de água, substituição da tubagem, assim como a extensão da rede de distribuição para os bairros da periferia, que ainda não beneficiam deste serviço.
“Neste momento, não temos água no Bairro da Juventude, nas 40 casas do projecto habitacional do Estado e outros bairros novos que vão surgindo, mas com esse projecto pensamos atingir todas estas áreas”, frisou Cláudio valente.
Os técnicos da Direcção Provincial de Energia e Águas já fizeram o levantamento das necessidades materiais.

Distribuição de água

 A distribuição de água na Chibia não é regular, devido à fraca capacidade de bombeamento. O programa Águas da Chibia vai melhorar o saneamento básico na região, assim como  combater doenças decorrentes do consumo de água imprópria para o ser humano, como a cólera e a disenteria. A rede de distribuição de água, com uma extensão de dez quilómetros, tem mais de 50 anos e nunca sofreu obras de reabilitação. A Chibia situa-se a 42 quilómetros a Sul do Lubango e tem 190.670 habitantes, sendo a agro-pecuária a sua principal actividade produtiva. Entretanto, o canal de irrigação da Matala, na província da Huíla, com mais de 42 quilómetros de extensão, carece de reabilitação, devido a rupturas na conduta de água.
A última vez que beneficiou de obras foi em 2002 e passados 14 anos dá sinais de desgaste. Em declarações à Angop, o Presidente do Conselho de Administração da Sociedade Gestora do Perímetro Irrigado da Matala, Cipriano Ndulumba, disse que o canal é a principal infra-estrutura da empresa e, por isso, solicita um financiamento para a sua reabilitação, com vista a manter os níveis de abastecimento de água à agricultura.
O canal foi construído na década de 60 do século passado e em 2002 beneficiou das primeiras obras de restauro. A segunda fase estava prevista para os anos seguintes, o que não aconteceu.

Campanha agrícola


Segundo Cipriano Ndulumba, os agricultores perderam as culturas em cerca de três mil hectares na primeira fase da campanha agrícola de 2015/2016, em consequência da ruptura que se registou no princípio do canal e que durou 45 dias para ser reparada.
O responsável definiu o canal de irrigação como um factor essencial para o aumento da produção agrícola, quer na vertente empresarial quer familiar.
A infra-estrutura é utilizada por sete cooperativas, ocupa 10.871 hectares, mas apenas 450 são irrigados com novos sistemas.
Os outros 6.831 ainda dependem do sistema de irrigação por inundação, já que estiveram fora da primeira fase de reabilitação, concluída em 2002.

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