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Programa "Merenda Escolar"reduz faltas às aulas

Estanislau Costa|Lubango

O absentismo dos alunos neste ano lectivo que está prestes a terminar, nos municípios de Quilengues, Caluquembe, Chibia, Matala, Jamba e Humpata, reduziu consideravelmente, com a execução do Pprograma Merenda Escolar, que contemplou 20 mil crianças do ensino primário.

Salas construídas na província favoreceram o ingresso de mais alunos e a redução do número de crianças fora do sistema de ensino
Fotografia: Arimateia Baptista|Lubango

A maioria dos professores das escolas do ensino primário confirmou que a entrega regular de merenda aos alunos, sobretudo das zonas mais recônditas da província da Huíla, permitiu melhorar também o aproveitamento escolar, facto que fez com que o índice de reprovações diminua.
O Jornal de Angola deslocou-se aos novos estabelecimentos de ensino construídos em diversas povoações de seis municípios da província da Huíla, onde constatou que em véspera do termo das aulas, houve poucas desistências de crianças e também uma visível preservação do material escolar.
 “Os pais, antes preferiam mandar as crianças para as lavras ou pastorear o gado, pondo em risco a formação dos filhos”, disse o soba grande da Huíla, Joaquim Huleipo, tendo valorizado a criação e execução do Programa Merenda Escolar, principalmente para os alunos mais carenciados.
Joaquim Huleipo informou que os pais já não hesitam em matricular ou mandar as crianças à escola por carência de alimentos ou material escolar, porque sabem que o governo criou as condições para que haja uma refeição condigna em cada escola e distribuição gratuita de livros e cadernos.
O envolvimento dos professores e encarregados de educação na escolha dos alimentos para as crianças e educação dos alunos no sentido de conservarem o material escolar, durante o ano lectivo, é fundamental para tornar o programa participativo e aberto às críticas.
O governador da Huíla, João Marcelino Tyipinge, garantiu o aumento, no próximo ano lectivo, da merenda escolar, com a construção de mais salas e inserção de novos alunos no sistema de ensino e aprendizagem.
João Marcelino Tyipinge reconheceu que a formação de quadros constitui uma das prioridades do Executivo, daí a construção de dezenas de escolas nos municípios, que é acompanhada da merenda escolar, que atrai e estimula as crianças a estudar.   

 Crescimento educacional
 
O presente ano lectivo, na província da Huíla, absorveu mais de 817.385 alunos que frequentam aulas num número considerável escolas novas, nas zonas urbanas e rurais, construídas no âmbito do Programa Municipal Integrado de Desenvolvimento e Combate à Pobreza. O director provincial da Educação na Huíla, Américo Chicote, considera haver uma evolução significava no processo de ensino e aprendizagem na província, porque as escolas atingem diversas povoações e comunas.
 O actual crescimento registado no sector da Educação, afirmou, é o corolário da existência de 1.754 escolas do ensino primário, 54 do primeiro ciclo e 13 do segundo, uma escola para o ensino especial, totalizando 6.293 salas de aulas apetrechadas com mobiliário moderno. Américo Chicote esclareceu que o ensino primário nos 14 municípios conta com mais infra-estruturas escolares, por acolher todos os anos lectivos o grosso de alunos, sendo que as matriculas atingiram as 635.382 crianças.
O número de crianças que ingressaram pela primeira vez no processo de ensino e aprendizagem é de 55 mil. Para 2015 espera-se um aumento. O processo de instrução e educação vai registar nova programação, com os dados do Censo Geral da População e Habitação.
As crianças ausentes das escolas por falta de salas e professores têm estado a baixar todos os anos, com a construção de escolas de vários níveis, admissão de mais professores, a maioria formados nos institutos superiores.

Alunos sem escola

 O director da Educação revelou que em 2009, o número de crianças fora do sistema de ensino era de 40 mil. Os resultados positivos do Programa Municipal Integrado de Desenvolvimento Rural e Combate à Pobreza fizeram com que no ano a seguir, o número baixasse para dez mil.
No ano passado, o governo da província entregou 19 novas escolas, construídas em vários pontos e apetrechadas.
 As novas infra-estruturas colocadas à disposição do sector da Educação favoreceram o ingresso de mais alunos, o que permitiu a redução do número de crianças fora da escola.
Na província da Huíla, as aulas são asseguradas por 20.388 docentes, 13.497 dos quais do ensino primário, 4.607 do primeiro ciclo, 1.430 do segundo ciclo e 854 funcionários administrativos. O Jornal de Angola soube que vão ser distribuídos três milhões e 510 mil livros gratuitamente.

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