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Programas de reintegração devolvem crianças aos lares

Domingos Mucuta | Lubango

A capital da Huíla regista cada vez mais crianças no sistema público de ensino
Fotografia: Arimateia Baptista

As acções conjugadas entre os órgãos governamentais e parceiros sociais para a reintegração de menores em situação de risco dentro das famílias permitiram acabar com os locais de reunião de crianças nas ruas da cidade do Lubango, disse ontem o director local do Instituto Nacional da Criança (INAC).
Abel Chico disse que o processo desenvolvido pelo INAC, Rede Criança e a direcção provincial da Assistência e Reinserção Social permitiu a reintegração de mais de 380 crianças no seio familiar e de instituições de acolhimento.
O director provincial do INAC admitiu que, apesar do estancamento do fenómeno criança na rua, a cidade ainda regista a presença de menores a realizar negócios e na condição de mendigos.
Acrescentou que o INAC e os seus parceiros sociais na Huíla estão empenhados na identificação das crianças e seus parentes para constatar a condição real, sensibilizar e apoiar com cestas básicas as famílias carenciadas.
Apesar das situações acima referidas, Abel Chico afirmou que a situação da criança ao nível da província da Huíla registou melhorias significativas.
“O fenómeno crianças na rua foi estancado com o programa de reintegração de crianças no seio familiar, com apoio de kits de educação, formação profissional e distribuição de cestas básicas”, disse. Abel Chico disse que as atenções da instituição estão viradas para a prevenção do tráfico de menores, para o que conta com a colaboração com os efectivos da Polícia Nacional e dos Serviços de Migração Estrangeiros, direcção dos Transportes e outros operadores do sector.
O responsável manifestou-se satisfeito com a construção e ampliação de 1.759 escolas e a admissão de 19 mil novos professores em todos os municípios da província, o que aumentou o número de crianças no sistema de ensino.
Destacou ainda o lançamento da iniciativa de “Escolas amigas das crianças”, por incentivar a participação dos menores na melhoria do processo de ensino e a criação de espaços, como jardins, parques e postos médicos para o desenvolvimento integral dos alunos.

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