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Programas minimizam efeitos da seca na Huíla

Arão Martins | Lubango

A recuperação rápida e o desenvolvimento da resiliência das comunidades vulneráveis aos fenómenos da seca continuam a ser prioridade do Executivo angolano.

Consequências da seca que atingiu o país há quatro anos continua a ter impacto em algumas províncias do sul de Angola como as do Cunene e da Huíla
Fotografia: DR|

Afirmou quinta-feira, no Lubango, o delegado provincial do Ministério do Interior (MININT), na província da Huíla, comissário Arnaldo Manuel Carlos.
O comissário Arnaldo Manuel Carlos, que fez o anúncio ao discursar na abertura do seminário provincial sobre “Preparação para recuperação resiliente dos desastres”, que decorreu no Lubango, explicou que a região sul tem sido contemplada nos planos de adaptação às alterações climáticas do Governo.
Esclareceu que a recuperação rápida e o desenvolvimento da resiliência das comunidades vulneráveis continuam a ser prioridade para o Governo.
A prova, referiu, é denotada nas acções governamentais para completar a avaliação das necessidades Pós-Desastre (PDNA) sobre a seca e o desenvolvimento de um quadro de recuperação aos desastres de construção da resiliência nas três províncias do sul mais afectadas.
Arnaldo Manuel Carlos disse que o resultado da seca que atingiu o país a partir de 2012 contínua a ter impacto nas seis províncias do sul de Angola, particularmente nas províncias do Cunene, Huíla e Namibe. Para melhorar ainda mais a preparação para resposta e recuperação de desastres, o Governo renovou o Plano Nacional de Preparação, Contingência, Resposta e Recuperação para o período de 2015 a 2017. A Comissão Nacional para a Protecção Civil, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) tem vindo a implementar as componentes críticas do Plano Nacional no âmbito do  projecto intitulado “Reforçar as Capacidades de Redução do Risco de  Desastres e Construção da Resiliência”. Uma das componentes críticas é o estabelecimento de um quadro comum de recuperação resiliente pré-desastre em 2017, que visa reduzir as consequências sociais e económicas dos desastres, evitando que o riscos sejam repetidos durante o período de recuperação e asseguramento “a reconstruir melhor”. A alta patente informou que com o apoio financeiro do Japão e a assistência técnica do PNUD, em 2015, a Comissão Nacional de Protecção. Civil (CNPC) iniciou um processo para desenvolver um quadro comum de recuperação resiliente pré-desastre, ao mesmo tempo que apoiava a implementação de Estrategias-Piloto para a construção da resiliência nas províncias afectadas pela seca, tais como Cunene, Namibe e Huíla.
O comissário Arnaldo Manuel Carlos explicou que, como parte do plano de trabalho de 2016 da preparação para a recuperação resiliente, está prevista a realização de seminários provinciais, sobre a Preparação para a Recuperação Resiliente dos Desastres” como refrescamento e aprofundamento dos seminários realizados em 2015, para que sejam interiorizados nos sectores chaves, como Planeamento, Finanças, Agricultura, Educação, Energia e Água, Assistência e Reinserção Social e Saúde, que desenvolvem uma acção fundamental na recuperação.
Arnaldo Manuel Carlos esclareceu que o Seminário Provincial visa refrescar os conhecimentos das comissões provinciais de protecção civil sobre construção da resiliência e preparação para a recuperação resiliente, reforçar os conhecimentos das comissões  de peritos sobre construção da resiliência e preparação para a recuperação resiliente.
O delegado do Ministério do Interior na Huíla reconheceu que dos seminários saíram contribuições valiosas para a elevação do conhecimento e melhor preparação para enfrentar os desafios futuros, dando principal enfoque à melhoria da vida das populações, principalmente aquelas que vivem em condições vulneráveis e com extremo risco. Participaram do seminário, membros da Comissão Provincial de Protecção Civil, directores provinciais e representantes da sociedade civil.

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