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Projecto incentiva o cultivo da mandioca

Domingos Mucuta | Lubango

O cultivo da mandioca está a ser incentivado pela Igreja Kimbanguista no âmbito de um projecto agrícola que está a ser desenvolvido no município de Caluquembe, província da Huíla, revelou no Lubango o representante desta congregação, reverendo Pascoal Casimiro.

As condições climáticas do município de Caluquembe favorecem o cultivo da mandioca
Fotografia: Pedro Miguel

O cultivo da mandioca está a ser incentivado pela Igreja Kimbanguista no âmbito de um projecto agrícola que está a ser desenvolvido no município de Caluquembe, província da Huíla, revelou no Lubango o representante desta congregação, reverendo Pascoal Casimiro.
Falando à margem do conselho nacional da Igreja, que terminou ontem, no Lubango, Pascoal Casimiro referiu que este projecto-piloto é uma “experiência transposta este ano do norte do país para o município de Caluquembe”.
A iniciativa, que envolve cerca de 500 famílias de camponeses, é um contributo da Igreja Kimbanguista nos esforços do Executivo angolano de combate à fome e à pobreza nas zonas rurais.
O reverendo sublinhou que as condições climáticas do município de Caluquembe favorecem o cultivo da mandioca, bastante utilizado na dieta alimentar de muitas famílias angolanas.
O reverendo Pascoal Casimiro apontou a chuva ambulante na região como factor que pode “facilitar a adaptação da mandioqueira, perspectivar uma produção satisfatória e estimular a inclusão dos derivados da mandioca na dieta alimentar das populações locais”.
Pascoal Casimiro explicou que a Igreja Kimbanguista na Huíla tem outras acções na área da Educação que consistem na criação de infra-estruturas para a inserção de mais crianças no sistema de ensino e aprendizagem, notando que para o primeiro semestre do próximo está prevista a construção de uma escola de oito salas na comuna da Arimba, arredores da cidade do Lubango.

Outras projectos

No Lubango, vai erguer um centro social e um templo nos bairros Nambambe e Mitcha, respectivamente, com a contribuição dos fiéis e a colaboração do Estado angolano na dinamização dos projectos que contribuem para a melhoria das condições sociais da população.
“Temos alguns projectos de impacto social. A missão da igreja não é só a transmissão do evangelho, mas também intervir na vertente social contribuindo para a educação, saúde e erradicação da fome, e para o bem-estar e espiritual e material do homem”, frisou.
O Conselho Nacional da Igreja Kimbanguista contou com a participação de 150 delegados de diferentes províncias e debateu assuntos relacionados com vida do seu fundador, Simão Kimbangu, educação cristã e o fortalecimento dos valores morais e cívicos.

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