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Projectos contra a malária com resultados positivos

André Amaro| Lubango

O projecto de luta contra o vector da malária, que está a ser levado a cabo, desde Agosto do ano passado na província da Huíla, reduziu o número de mortes por paludismo nas unidades hospitalares de 310 no último trimestre do ano passado para 162 nos três primeiros meses do ano em curso disse Lelo Zola, oficial do Programa Provincial de Malária.

Pacientes internadas com malária
Fotografia: Rogério Tuti


 
O projecto de luta contra o vector da malária, que está a ser levado a cabo, desde Agosto do ano passado na província da Huíla, reduziu o número de mortes por paludismo nas unidades hospitalares de 310 no último trimestre do ano passado para 162 nos três primeiros meses do ano em curso disse Lelo Zola, oficial do Programa Provincial de Malária.
Neste periodo, as autoridades sanitárias da Huíla diagnosticaram 81 mil e 24 casos de malária, internando 6 mil e 765 pessoas nas unidades sanitárias distribuídas pela região.
O programa de luta consiste em atacar o mosquito na fase inicial, quando ainda é uma larva, nos seus depósitos tradicionais como lagoas, lagos, charcos e outros locais com águas estagnadas.
Lelo Zola explicou, como sendo também relevante no programa a participação das brigadas formadas nos 14 municípios, que além de sensibilizarem as populações sobre os cuidados preventivos têm a missão de promover campanhas de limpeza e de aplicação do insecticida “Bio larvicida” nos depósitos de mosquitos.
O Programa Provincial de Malária na Huíla, explicou Lelo Zola, enquadra também o processo de distribuição de mosquiteiros com uma previsão de atingir um milhão de pessoas até ao fim do ano. Cento e cinquenta e seis mil e quatrocentos mosquiteiros já foram repartidos com prioridade para as grávidas e crianças com menos de cinco anos de idade.
“Além do mosquiteiro também administramos vacinas às crianças de penta valente, contra a poliomielite e febre-amarela e ministramos vitamina A e às grávidas administramos vacina contra o tétano, referindo a abrangência do programa de saúde em curso.
“A sensibilização através de palestras, seminários e teatro está a ser uma ferramenta inestimável, contribuindo para uma forte informação às populações que acorrem em grande número aos hospitais quando detectam os sintomas, enfatizou Lelo Zola.
 
 Rede de Jornalistas
           
A contribuição da rede de jornalistas é aguardada com interesse para reforço das acções de sensibilização, mobilização e combate da malária na província da Huíla, considerou Celestino Kamate, seu coordenador.
Envolvendo 20 profissionais, a quem será administrada formação específica, a rede de jornalistas vai trabalhar em parceria estreita com Programa de Controlo da Malária.

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