Províncias

Protocolo estabelece estágios a estudantes

André Amaro | Lubango

 
Os estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade Mandume Ya Ndemofayo vão passar a fazer estágios, do segundo ao sexto ano, no Hospital Central da Lubango, Doutor António Agostinho Neto, no âmbito de um protocolo de cooperação assinado entre as duas instituições.

Momento em que se rubricava o acordo entre o Hospital da Huíla e a Faculdade de Medicina
Fotografia: Arimateia Baptista| Lubango

Os estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade Mandume Ya Ndemofayo vão passar a fazer estágios, do segundo ao sexto ano, no Hospital Central da Lubango, Doutor António Agostinho Neto, no âmbito de um protocolo de cooperação assinado entre as duas instituições.
Rubricado na passada quarta-feira pelo director clínico do Hospital Central, Zola Diakusekele, e pela decana da Faculdade de Medicina, Ana Gerado, prevê, numa primeira fase, estágios nas áreas de introdução à medicina interna e anatomia patológica.
O protocolo foi assinado durante a abertura das I Jornadas Técnicas e Científicas do Hospital Central do Lubango, que contaram com a presença da vice-governadora da província da Huíla para a área Técnica, Victória da Conceição, do Reitor da Universidade Mandume Ya Ndemofayo, Viriato Gonçalves, e de funcionários de ambas as instituições.   
A decana da Faculdade de Medicina disse que “este protocolo traz vantagens recíprocas para as duas instituições, na medida em que o sector da saúde ganha com a formação de quadros qualificados”.
Ana Geraldo adiantou que este acordo é muito importante, “porque permite aos estudantes familiarizarem-se, a partir do segundo ano de formação, com o ambiente hospitalar e aliarem a teoria à prática. “Os futuros médicos vão ter a oportunidade de manter contacto com o doente, fazer serviços de banco de urgência, atendimento ambulatório, bloco operatório e fazer estudos nos cadáveres”, sublinhou.
Para o director Clínico do Hospital Central do Lubango, Zola Diakusekele, as condições fundamentais estão criadas para que os estudantes façam um estágio adequado e aprofundem a investigação científica. “Temos duas salas de aula com capacidade para albergar 80 estudantes, um espaço para estágios de anatomia patológica, equipamentos de apoio à medicina interna, manuais e outros materiais”, garantiu.
Zola Diakusekele disse que este protocolo tem grandes vantagens para o hospital, por permitir a actualização constante dos conhecimentos dos médicos e a investigação de determinadas doenças.
Esta cooperação vai permitir reforçar o número de médicos efectivos no Hospital Central, uma vez que foi concebido para albergar 192, mas actualmente possui apenas 70, entre nacionais e estrangeiros.
 Zola Diakusekela garantiu que, para além da Faculdade de Medicina, existem outras instituições nacionais e internacionais interessadas em firmar este protocolo. Nestas condições estão a Universidade de Lisboa e a Piaget de Luanda, tendo esta última cinco estudantes a estagiar há cinco meses.
Adiantou igualmente que o hospital está aberto a acolher estudantes de medicina para estagiarem, uma vez que esta cooperação contribui para o elevado nível de conhecimentos dos efectivos e para a melhoria dos serviços prestados.
A concluir disse que apesar do hospital não ter sido concebido para prestar serviços académicos, as condições existentes estão adaptadas para facilitar aulas teóricas e práticas a estudantes de medicina.

Tempo

Multimédia