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Província da Huíla prevê boas colheitas

Domingos Mucuta |Lubango

As autoridades provinciais da Huíla estimam colher, durante esta campanha agrícola, 241.690 toneladas de cereais, como milho, massango e massambala, disse na sexta-feira, na cidade do Lubango, o vice-governador para a esfera Política e Social.

Estão a ser criadas condições para melhorar o escoamento de produtos do campo
Fotografia: Arimateia Baptista|Lubango

As autoridades provinciais da Huíla estimam colher, durante esta campanha agrícola, 241.690 toneladas de cereais, como milho, massango e massambala, disse na sexta-feira, na cidade do Lubango, o vice-governador para a esfera Política e Social.
José Arão Nataniel dissertava sobre o tema “O desenvolvimento económico e social da província da Huíla. Desafios para o Instituto Superior de Educação da Huíla”, enquadrado nas 16º Jornadas Científico-Pedagógicas do ISCED, decorridas entre quarta e sexta-feira da semana  passada.
O vice-governador provincial da Huíla sublinhou o apoio que o Executivo continua a prestar às associações de camponeses e cooperativas agrícolas, através do Crédito de Campanha e o apetrechamento das estações de desenvolvimento agrário, para a assistência técnica aos agricultores.
O objectivo, explicou, é garantir a auto-suficiência alimentar, contribuindo para o aumento do rendimento das famílias, da capacidade produtiva, aa oferta de produtos no mercado local e do número de associações de camponeses e cooperativas agrícolas no meio rural.
José Nataniel sublinhou que a província registou melhorias no circuito de comercialização, com a reabilitação de estradas secundárias e terciárias, para facilitar o escoamento dos produtos de origem agrícola do campo para a cidade.
“Esta colheita vendida pode transformar-se em riqueza para a população. Temos de produzir cereais para a alimentação e forragem, mas também para a transformação e comercialização, para aquisição de outros bens essenciais à sobrevivência da população”, adiantou José Arão Nataniel .

Riqueza da pecuária

O vice-governador destacou a importância do sector pecuário na criação de riqueza para a sobrevivência das famílias huilanas, referindo que as autoridades têm registadas 41 fazendas de criação de gado para vários fins e 480 para a produção de bens alimentares.
As estimativas apontam para a existência de mais de um milhão de cabeças de gado bovino, sendo que por ano15 por cento é abatida ou comercializada.
Tendo em conta a população ganadeira existente na Huíla, José Nataniel considera que é possível concluir que a população da província detém uma riqueza capaz de mudar as condições de vida dos proprietários de gado bovino.
“Esta percentagem representa cerca de 180 mil animais, que são abatidos e transformados em carne para melhorar a riqueza das famílias de criadores”, esclareceu, adiantando que se cada um destes animais for vendido a 500 dólares se obtém um rendimento de 90 milhões de dólares.
O vice-governador realçou que o sector do turismo dispõe de potencialidades que são paulatinamente exploradas para o benefício dos habitantes e que a prestação de serviços, neste ramo, é garantida actualmente por 2.941 agentes económicos, contando com 31 hotéis, 801 quartos e 1.031camas.A Huíla tem cerca de 3,2 milhões de habitantes, segundo estatísticas de 2009. A campanha agrícola deste ano envolve milhares de famílias camponesas, que já receberam alfaias agrícolas nos 14 municípios da Huíla, segundo o vice-governador.

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