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Quadros abordam o empreendedorismo

Arão Martins |Huíla

Os professores do ensino secundário geral, técnico-profissional e do I ciclo de diversas escolas da Huíla e do Cunene participam desde segunda-feira.

Fotografia: Arão Martins| Huila

No Lubango, numa acção de formação sobre empreendedorismo, promovida pelo Ministério da Educação, em parceria com os governos locais.
Com a duração de 15 dias, o objectivo da formação é desenvolver competências científico-pedagógicas no ensino de empreendedorismo e despertar atitudes e capacidades empreendedoras. A promoção da criatividade na utilização dos diversos métodos pedagógicos desta disciplina e a compreensão do mundo dos negócios são outros dos objectivos previstos nesta acção de formação.
O supervisor nacional do Ministério da Educação Pedro Fernandes esclareceu que o programa de empreendedorismo no currículo do ensino secundário integra-se nos esforços para melhorar a qualidade do ensino.
Embora a economia esteja a crescer rapidamente, a principal fonte de emprego ainda é o auto-emprego no sector informal.“O sector da Educação considera o empreendedorismo uma alternativa de ocupação e rendimento para a emancipação da população, tendo em vista uma atitude empreendedora para a solução dos problemas da sociedade”, referiu Pedro Fernandes.
O objectivo fundamental da formação consiste em preparar os professores envolvidos na gestão desta disciplina para a fase experimental deste programa nas escolas seleccionadas.
A vice-governadora provincial da Huíla para o sector Político e Social, Maria João Tchipalavela, disse que as dinâmicas do desenvolvimento obrigam a ter uma visão estratégica sobre a formação do homem para a vida e que o papel do professor se limitar à transmissão de conhecimentos já faz parte do passado. “Urge, agora, começar a pensar que o desenvolvimento sustentável precisa de um conjunto de outros pressupostos, como as competências e capacidades empreendedoras e a criatividade naquilo que as oportunidades do contexto nos oferecem”, sublinhou.
 Maria João Tchipalavela referiu ser importante que o currículo não seja visto “de forma fechada ou limitada, mas como uma oportunidade para que os professores desenvolvam um conjunto de habilidades, competências e atitudes importantes para o desenvolvimento sustentável que se pretende”.

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