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Quadros da região estão bem alojados

Estanislau Costa| Lubango

O governador provincial da Huíla, João Marcelino Tyipinge, entregou 60 casas do tipo T3 aos quadros e funcionários públicos que trabalham na sede do município de Chicomba e na comuna do Quê,  314 quilómetros a norte da cidade do Lubango.

Os novos bairros que estão a ser construídos nos municípios da Huíla contemplam áreas para a instalação de serviços sociais básicos
Fotografia: Estanislau Costa|Lubango

As  casas foram construídas no âmbito do Programa Nacional de Urbanismo e Habitação, que prevê a construção de 200 moradias em cada um dos catorze municípios da província da Huíla. O Jornal de Angola apurou que as primeiras 40 moradias erguidas em cada município já se encontram concluídas.
 Os novos bairros possuem espaços onde vão ser instalados parques infantis, jardins, escolas e lojas.
Em Chicomba, a prioridade do processo de distribuição foi para os técnicos que asseguram o funcionamento dos sectores da Educação, Saúde, Justiça, Energia e Águas e a unidade bancária da circunscrição.
 O jovem Yuri Cruz, trabalhador do Banco BIC, aberto recentemente, foi um dos primeiros contemplados com uma  casa, tendo garantido envidar esforços para cumprir as exigências estabelecidas para que a residência se torne sua propriedade.
 “Estou muito feliz por ter concretizado o sonho da casa própria e ter agora condições para viver com a minha esposa e dois filhos”, disse o jovem, para elogiar o programa de fomento habitacional do Executivo, que está a erguer moradias nos municípios e comunas de várias províncias.
 Yuri Cruz apelou aos demais jovens formados em várias especialidades a não hesitarem em trabalhar nos municípios ou comunas por alegada falta de condições. “A opção em trabalhar fora das sedes provinciais é importante por haver muitas oportunidades para se profissionalizarem mais."

 Mais vida

Luís Calussento, de 29 anos, professor da escola do ensino primário do I Ciclo do Município de Chicomba, afirmou que trabalhar no interior da Província da Huíla ou nas zonas rurais tornou-se mais fácil, pois o Governo apostou na construção de infra-estruturas credíveis para acomodação e funcionamento.
 “As dificuldades que afligiam os quadros que deixaram as cidades para dar o seu contributo ao progresso das zonas rurais estão a ser solucionadas paulatinamente, com a execução de projectos com impacto directo no bem-estar das populações”, disse. O governador da Huíla, que trabalhou durante dois dias no Município de Chicomba, anunciou que estão em cursos vários projectos de impacto socioeconómico, com o propósito de resolver os principais problemas das comunidades e dar mais vida às zonas rurais.
 O governante apelou aos munícipes a conservarem as infra-estruturas colocadas à disposição, para que durem mais tempo e sirvam as futuras gerações. “As autoridades tradicionais e a população devem auxiliar a Administração Municipal na segurança e conservação dos imóveis”.
 
Combate à pobreza

O Programa Municipal Integrado de Desenvolvimento Rural e Combate à Pobreza proporcionou bem-estar a mais de 100 mil habitantes das localidades do Quê, Cuenda, Libongue e Mbule, disse a administradora municipal de Chicomba, Lúcia Francisco.
A administradora afirmou que as diversas obras  de impacto social executadas incidiram na construção de 16 escolas com seis salas de aulas cada, oito postos de saúde, 18 casas para os técnicos, parques infantis, campos polivalentes, sistemas de captação e distribuição de água potável e de energia eléctrica
Foi também construído um cemitério, pontes e pontecos, biblioteca, entre outras infra-estruturas de impacto social. Já o Programa "Água para Todos" abrangeu mais de 35 mil pessoas, estando a maioria dos beneficiários das três comunas do município  a consumir água canalizada.

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