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Quadros formados atraem o mercado

Domingos Mucuta| Lubango

Quadros formados no Instituto Superior de Ciências de Educação (ISCED) na Huíla são disputados por direcções de empresas que pretendem reunir recursos humanos qualificados, afirmou na semana finda, no Lubango, o director-geral adjunto da referida instituição, Carlos Pinto.

O número de candidatos aos cursos ministrados no Instituto Superior de Ciências de Educação na Huíla continua a crescer
Fotografia: Arão Martins| Lubango

Quadros formados no Instituto Superior de Ciências de Educação (ISCED) na Huíla são disputados por direcções de empresas que pretendem reunir recursos humanos qualificados, afirmou na semana finda, no Lubango, o director-geral adjunto da referida instituição, Carlos Pinto.
Ao falar sobre o “Rendimento a­cadémico dos estudantes do ISCED” nos últimos cinco anos, durante as jornadas científico-pedagógicas, Carlos Pinto disse que a preferência pelos técnicos da instituição resulta da aposta feita pela direcção na  inovação das metodologias de ensino e aprendizagem na formação de quadros de excelência, competentes e capazes de corresponder às exigências do mercado de trabalho.
“Algumas instituições, incluindo estrangeiras, na altura de contratar quadros, optam por licenciados do ISCED”, disse aquele responsável, que disse haver “vários exemplos de colegas que hoje ocupam cargos de destaque, para nosso orgulho e responsabilidade”.
Carlos Pinto referiu que a direcção do ISCED quer manter esta liderança na formação de técnicos superiores. A instituição formou em média, de 2009 a 2011, 220 licendiados por ano lectivo, número superado pela congénere de Benguela.
“Temos orgulho por dispormos de uma instituição, não só grande em infra-estruturas físicas quando comparada com outros institutos superiores espelhados pelo país, mas também em termos de qualidade dos técnicos formados”, disse.
Carlos Pinto explicou que o número de candidatos admitidos na instituição aumentou de 230, em 2010, para 925, em 2011, acrescentando que sete estudantes concorrem para uma vaga.
O director-geral adjunto do ISCED frisou que a média de candidaturas ao curso de Ciências de Educação é de sete mil estudantes por ano. Este ano lectivo, a instituição admitiu 1.225 estudantes.
A taxa média de desistência ronda os 12 por cento e o tempo médio de formação varia entre sete e oito anos. O responsável acrescentou que o índice de abandono escolar foi provocado pela admissão massiva de funcionários no Mistério da Educação e outros sectores públicos no interior do país.
“A pressão social é grande. O número de aspirantes ao ISCED aumenta a cada ano”, disse, sublinhando que existem mais estudantes por concluir o trabalho de fim de curso do que os que já concluíram, numa altura em que a unidade de ensino conta com um universo de sete mil estudantes. O número de docentes é de 177.
O ISCD na Huíla, segundo o director-geral adjunto, foi criado em 1980, como unidade orgânica da Universidade Agostinho Neto. Lecciona os cursos de Biologia, Filosofia, Física, Geografia, História, Informática educativa, Linguística (Português, Francês e Inglês), Matemática, Pedagogia, Psicologia geral e Química.

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