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Quilenda precisa de gestores agrícolas

Casimiro José | Quilenda

O chefe de secção municipal da Agricultura do município da Quilenda, Araújo Pacheco, disse no sábado que a instituição que dirige precisa de técnicos de gestão agrícola para o acompanhamento dos camponeses nas modalidades de diversificação de culturas e aplicação de fertilizantes.

Projecto visa dar melhor acompanhamento aos camponeses para o aumento da produção
Fotografia: Jornal de Angola

O chefe de secção municipal da Agricultura do município da Quilenda, Araújo Pacheco, disse no sábado que a instituição que dirige precisa de técnicos de gestão agrícola para o acompanhamento dos camponeses nas modalidades de diversificação de culturas e aplicação de fertilizantes.
De acordo com Araújo Pacheco, a ausência desses técnicos está a criar embaraços no seio das famílias camponesas, sobretudo na aplicação de fertilizantes e pesticidas de forma inadequada, causando infertilidade dos solos e perigo para vidas humanas.
O chefe de secção da Agricultura na Quilenda afirmou que os poucos que existem foram formados em 1977 e carecem de formação de actualização, sobre novas técnicas agrárias.
“A Agricultura é o sector que garante mais emprego e ao mesmo tempo fonte de rendimento para maior parte das famílias angolanas. A cada etapa, a agricultura acompanha a dinâmica e deve ser exercida adequando-se a novas tecnologias, mas a nossa realidade é completamente diferente e temos de encarar a formação de extensionistas rurais como a saída para o acompanhamento dos camponeses”, precisou. />Araújo Pacheco defende, por outro lado, “a elaboração de folhetos que espelhem as modalidades de aplicação de fertilizantes e pesticidas e serem distribuídos no meio rural, como forma de mitigar as consequências resultantes da má aplicação desses produtos, que, quando mal aplicados, tornam-se nocivos à saúde humana”.
Outra preocupação manifestada pelo chefe de secção da Agricultura da Quilenda prende-se com a falta de vacinas anti-rábica no município e pede às autoridades que ajudem a resolver a situação. Quanto às quedas pluviométricas na região, Araújo Pacheco anunciou que na campanha agrícola passada se registaram chuvas fracas, o que provocou uma colheita de cereais fraca e, como consequência, muitos camponeses não conseguiram reembolsar as sementes recebidas do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA).
Para a presente época agrícola foram preparados 59 hectares, quantidade insignificante, tendo em conta que a secção controla 17 mil famílias camponesas. O município da Quilenda produz milho, feijão, batata-doce e rena, banana, hortícolas, entre outros produtos.

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