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Quilengues regista progressos no programa de alfabetização

Arão Martins | Quilengues

O interesse em aprender a ler e escrever está a motivar mais de 700 pessoas, neste momento, que frequentam a fase B, do Programa de Alfabetização e Aceleração Escolar a nível do município de Quilengues, na província da Huíla, revelou ontem o director local da Educação.

O interesse em aprender a ler e escrever está a motivar centenas de pessoas que frequentam a fase inicial do Programa de Alfabetização
Fotografia: Arão Martins | Quilenggues

Isaac Muholo disse que o programa está a ser efectivado nos bairros Makuli, Katala, zona B das 40, Massonjo, Hepe e Mumba (na comuna sede de Quilengues) e nas localidades de Vombo (comuna de Impulo), Hole e Quicucu (comuna do Dindi).
O director municipal da Educação informou que o programa, assegurado por facilitadores contratados e voluntários, abrange camponeses, antigos combatentes e veteranos da pátria e seus dependentes, entre outros.
Explicou que o programa “Sim, eu Posso” é um método para alfabetização de adultos, desenvolvido pelo Executivo, através do Ministério da Educação. E, no município, está a despertar o interesse de camponeses, negociantes e militares, que, por vários motivos, só agora estão a aprender a ler e a escrever.
Isaac Muholo disse que o método que está a ser utilizado no município foi concebido com um carácter abrangente, podendo ser usado em diferentes realidades, no sentido de  poder-se erradicar o analfabetismo no seio das comunidades.
No referido método, além de um facilitador (o professor), o sistema inclui recursos audiovisuais. O facilitador é o vínculo entre a aula audiovisual e o participante, desempenhando uma função importante na dimensão afectiva do iletrado, bem como ajuda a controlar todo o processo de aprendizagem. Esse processo de aprendizagem, esclarece, desenvolve-se em três etapas, que vão do treinamento, ensino de leitura e escrita e consolidação, seguindo por igual número de marcos como escutar e ver, escutar e ler e escutar e escrever.
Isaac Muholo reconheceu os ganhos que estão a ser obtidos no processo. “Na maioria das pessoas que participam no processo, depois de iniciarem com o processo sem saber ler e escrever, os avanços são significativos”, referiu. O director municipal da Educação disse que é importante considerar o aluno como ponto de partida, pois há diferentes níveis de conhecimento e nem todas as pessoas são inteiramente analfabetas.
Para isso, disse que se realiza uma classificação dos alunos para saber o grau de analfabetismo deste e daquele, uma vez que alguns não tiveram nenhuma relação com a educação formal (nunca foram à escola); os que já foram à escola e sabem escrever algumas letras ou palavras, ou esqueceram o que aprenderam; e outras pessoas com necessidades educacionais especiais, sobretudo com limitações físicas.
O director municipal referiu que o material educativo é constituído por uma cartilha e por vídeos.

Contributo valioso

O administrador municipal de Quilengues, Armando Vieira, explicou que o processo é um contributo valioso no programa de combate à pobreza no meio rural. Informou que o programa “Sim, eu Posso” , que iniciou, em 2013, no município de Quilengues, tem tido o apoio institucional da administração municipal, daí o sucesso alcançado.
 Armando Vieira garantiu que a administração municipal tem estado a trabalhar na sensibilização das famílias para participarem no programa de alfabetização, por ser um pressuposto que contribui para o progresso individual e de toda a sociedade. O responsável disse que a administração municipal está a trabalhar com as igrejas e a sociedade civil, no sentido de sensibilizar a população a vencer o complexo de procurar as salas de alfabetização, por causa da idade.
 Além do apoio moral, a administração contribuiu também com fundos alocados por intermédio do Programa de Combate à Pobreza, na aquisição de geradores, para possibilitar a utilização de equipamentos.

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