Províncias

Realojadas mais de 100 famílias desfavorecidas

Estanislau Costa | Lubango

Cinquenta e três casas evolutivas, erguidas na nova centralidade da Eiwa, arredores da cidade do Lubango, foram entregues, ontem, pelo governador provincial da Huíla, Luís Nunes, a famílias que viviam em casebres e acabaram desalojadas devido às enxurradas registadas em Abril de 2016.

Mais de 50 casas foram entregues a cidadãos que viviam em condições precárias nos arredores da cidade do Lubango
Fotografia: Estanislau Costa | Edições Novembro | Lubango

As casas, que fazem parte de um projecto habitacional de 175 moradias evolutivas, para acomodar famílias desfavorecidas que vivem em zonas de risco, concretamente, próximo a riachos, drenagem de água das chuvas ou esgotos e espaços reservados à construção de infra-estruturas públicas, foram construídas num espaço de 600 metros quadrados.
Ao todo, foram empregues 185 milhões de kwanzas para a desmatação do espaço, construção das ruas e respectivas moradias. As obras foram executadas com fundos próprios das empresas de construção civil locais, tais como a DUCAP, Calive Construções, KimInveste, entre outras.
As obras deste projecto vão continuar com a construção de mais 122 casas para as famílias que estão no acampamento e em zonas de risco nos arredores da cidade do Lubango. Todavia, os empreiteiros estão a fazer projecção de novas ruas e delimitação das áreas para a segunda fase dos trabalhos.

Ânimos aclamados

O governador provincial, Luís Nunes, que se comoveu ante a satisfação dos primeiros beneficiários do aludido projecto, garantiu que as obras vão continuar, “ e serão acomodadas condignamente todas as famílias que perderam as casas”, devido ao aumento do caudal do rio Caculuvar em 2016. “Mobilizámos a classe empresarial huilana da área de Construção para erguerem paulatinamente as casas evolutivas. Mesmo com poucos recursos algumas empresas acederam com dinâmica”, disse.
Luís Nunes frisou que a maior preocupação do seu elenco é colocar as famílias que vivem em condições inapropriadas em zonas com comodidade, segurança e dignidade, “de modo que as crianças, em idade escolar, tenham mais espaços para lazer e recreação”.
Maria Francisca não conseguiu conter os ânimos, soltou gritos e atirou-se ao chão da sala da nova casa, erguida com blocos de cimento e coberta de chapas de zinco. As janelas são de alumínio, enquanto na antiga casa, que a água do rio Caculuvar arrastou, nem janelas e chapas em condições havia. Finalmente, depois de três anos viu o sonho realizado. “Em 2016, fomos realojados no armazém da Eywa, onde viviam mais de 30 famílias. No ano passado, o governador Luís Nunes visitou-nos e prometeu dar casas num local condigno e com condições de habitabilidade. Finalmente cumpriu a promessa”, disse.

Inquilinos da Quilemba

Mais de 200 famílias que habitavam no bairro Kamazingo, centro de Lubango, foram realojadas na centralidade da Quilemba, situada a 10 quilómetros da cidade capital da província , onde estão a ser erguidas oito mil moradias.
O processo passou por um cadastramento dos beneficiários, que antes foram sensibilizados sobre as condições de adesão às casas. O Jornal de Angola soube que estão registados para o realojamento 500 moradores.

Tempo

Multimédia