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Reclusos em cursos de formação técnica

Estanislau Costa | Lubango

A reabilitação e reeducação da população prisional da Comarca da Huíla, na cidade do Lubango, levou o Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP) a promover cursos diversos técnico-profissionais que abrangem, numa primeira fase, 90 reclusos.

As aulas dos cursos de formação técnico-profissional para os reclusos são dadas em veículos estacionados no parque da prisão
Fotografia: Estanislau Costa | Lubango

A formação, ministrada por professores experimentados, está a ser feita em duas salas apetrechadas com equipamento apropriados, instalados em dois veículos oficina concentrados no pátio do centro prisional, com vista a evitar atrasos, faltas às aulas ou mesmo a fuga de reclusos.
Os indivíduos contemplados estão a aprender a teoria e a prática da carpintaria, construção civil e electricidade de baixa tensão. Os manuais e material auxiliar disponibilizados pelo INEFOP favorecem a compreensão e a assimilação dos conteúdos.
As aulas vão durar nove meses, podendo haver um novo ciclo formativo para abranger outros 90 reclusos de um estabelecimento prisional que possui neste momento 876 presos, sendo 344 condenados e 532 detidos.     
O subcomissário prisional Miguel Gaspar explicou ao Jornal de Angola que a realização das formações resulta de um projecto elaborado pelo Ministério do Interior e o Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, que visa dotar a população prisional de formação, sobretudo aqueles que não possuem nenhum curso.
Miguel Gaspar valorizou o início da formação por facilitar a inserção na sociedade após o cumprimento das penas ou mesmo a partir da penitenciária, para que cada aluno desenvolva alguma actividade que permita melhorar as habilidades.
“Quando um cidadão que cumpre uma pena e é posto em liberdade, precisa de ser inserido em actividades socialmente úteis para evitar que volte a praticar acções negativas”, disse, sublinhando que uma das saídas é a formação técnico-profissional.
O responsável do INEFOP na Huíla, Lourenço dos Santos, aconselhou os formandos a empenharem-se ao máximo no curso das aulas e assimilação dos conteúdos para dominarem as técnicas de serralharia, construção civil e electricidade. Um número de reclusos da penitenciária aprendeu a ler e a escrever graças à materialização do programa de alfabetização denominado “Sim Eu Posso”, levado a cabo pelo Executivo há quatro anos. O programa distribuiu mais de 300 kits compostos por meios audiovisuais, cadernos, livros, lápis de cor e outros meios.
Os técnicos envolvidos no programa consideram positivo os resultados pelo facto de vários reclusos e outros abrangidos das zonas rurais saberem agora ler e escrever.

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