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Reclusos recebem formação técnico-profissional

João Luhaco | Lubango

Um total de 120 reclusos do estabelecimento penitenciário do Lubango estão a frequentar, desde ontem, a segunda fase dos cursos de formação técnico-profissional, inserida no âmbito da cooperação existente entre os ministérios do Interior e da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, revelou o director local do Serviço Prisional da Huíla.

Objectivo é minimizar o impacto das medidas preventivas e dar liberdade ao recluso
Fotografia: Arimateia Baptista | Huíla | Edições Novembro

O subcomissário prisional Miguel Pedro Gaspar disse que os reclusos vão aprender técnicas de carpintaria, construção civil, serralharia e electricidade, num trabalho levado a cabo pelo Instituto Nacional de Emprego e de Formação Profissional (Inefop).
Cada curso vai contar com 30  instruendos, disse o director provincial do Serviço Prisional na Huíla, para quem o objectivo da formação é minimizar o impacto das medidas privativas e de liberdade ao recluso, de modo a permitir uma rápida reabilitação e o consequente enquadramento na sociedade.
Miguel Pedro Gaspar considerou a formação profissional como uma das ferramentas dadas ao recluso de forma preventiva, para que, futuramente, o mesmo não venha a praticar outros  crimes e possa contribuir para a defesa  da sociedade e do Estado.
No quadro da formação, um trabalho que visa a humanização nas cadeias, o subcomissário prisional precisou que, na primeira fase, foram instruídos 90 reclusos nos cursos de Electricidade, Carpintaria e Construção Civil, repartidos em 30 alunos cada. “Todos estes reclusos já formados estão  em liberdade, abrangidos pela Lei da Amnistia”, avançou o responsável do Serviço Prisional.O director provincial do Inefop, na Huíla, Lourenço dos Santos, apelou aos reclusos para aproveitarem as oportunidades para apreenderem, uma vez que “temos  formadores com competências necessárias para levar todo o aprendizado naquilo que são os cursos aqui ministrados.”
Neste momento, Lourenço dos Santos informou que, a nível da província da Huíla, estão matriculados nos cursos de formação profissional 1.172 alunos, espalhados nos municípios da Matala, Chicomba e Cuvango.

Desenvolver habilidades

A vice-governadora para o sector Político e Social, Maria João Tchipalavela, aconselhou igualmente os reclusos para aproveitarem os cursos de formação profissional, desenvolverem as suas habilidades e projectarem o seu futuro. “Por várias circunstâncias da vida, vocês estão aqui, mas isso não significa que tenham perdido as oportunidades”, disse para avançar que é responsabilidade do Governo cuidar e atribuir direitos aos cidadãos consignados na Constituição.Por este facto, disse que o tratamento que os reclusos recebem pressupõe a protecção dos seus direitos e a atribuição da possibilidade de formação profissional.
A vice-governadora destacou o papel dos quadros do Inefop no acompanhamento e ajuda aos reclusos, mas apelou para um maior engajamento dos técnicos.
Além da abertura da segunda fase dos cursos de formação técnico-profissional, ministrados aos reclusos no estabelecimento penitenciário do Lubango, houve um momento cultural e entrega de brinquedos às crianças de mulheres reclusas.
Às mães reclusas, a vice-governadora Maria João Tchipalavela lembrou que os pequenos brinquedos entregues aos menores podem ajudar as crianças no desenvolvimento da aprendizagem e das questões psicossocial e motora, assim como a ter momentos emocionais que fazem parte da sua própria infância, disse.

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