Províncias

Rede sanitária expandida para as comunas

André Amaro | Lubango

A rede sanitária da província da Huíla está a ser expandida para as comunas, com a construção de novas unidades sanitárias e criação de mais serviços médicos, com vista a melhorar a assistência médica e medicamentosa e reduzir a afluência de doentes aos hospitais de referência.

Isaac dos Anjos considerou prioritário o alargamento da rede sanitária às zonas rurais
Fotografia: Arimateia Baptista

A rede sanitária da província da Huíla está a ser expandida para as comunas, com a construção de novas unidades sanitárias e criação de mais serviços médicos, com vista a melhorar a assistência médica e medicamentosa e reduzir a afluência de doentes aos hospitais de referência.
Para o êxito desta iniciativa, o governador Isaac dos Anjos procedeu à colocação da primeira pedra para a construção de um centro de saúde na comuna do Capunda Cavilongo, a 68 quilómetros da sede do município da Chibia.
Financiado pelo Programa Municipal Integrada de Desenvolvimento Rural e Combate à Pobreza (PMIDRCP), o novo centro de saúde está orçado em 22 milhões de kwanzas e a construção vai durar 120 dias
A unidade vai prestar serviços nas áreas de cuidados primários, pediatria, parto e pós-partos, pré-natal, tratamento da tuberculosa, doenças sexualmente transmissíveis, internamento com duas enfermarias, uma para mulheres e outra para crianças.
Isaac dos Anjos considerou prioritário o alargamento da rede sanitária às zonas rurais e defendeu que é preciso construir mais postos médicos, para se atingir o rácio estabelecido pelas Nações Unidas, segundo o qual deve haver um posto de saúde para cada cinco mil cidadãos. “Só Capunda Cavilongo tem 60 mil habitantes. Se dividirmos este número por cinco mil percebemos que ainda temos muitos postos por erguer e, se assim não for, temos de aumentar a mobilidade, construir mais estradas e pôr à disposição das populações mais meios de transporte, para rapidamente se poder enviar os pacientes para o posto de saúde mais próximo”, disse.
O administrador de Capunda Cavilongo, José Mutchipunde, afirmou que o novo centro vai ajudar a reduzir o índice de mortes por doença e melhorar a qualidade da assistência médica e medicamentosa prestada às populações.
“Com os serviços integrados de saúde que a unidade vai possuir, as populações vão deixar de percorrer longas distâncias para irem às sedes dos municípios da Chipia ou Lubango, para tratarem a malária, tuberculose, darem à luz ou outros serviços”, referiu.José Mucthipunde disse que o centro dispõe de outros serviços básicos de saúde como vacinação a crianças e mulheres grávidas, internamento com capacidade para 16 doentes, consultas externas, distribuição gratuita de medicamentos e outros.
Graças à municipalização dos serviços de saúde nos cinco postos médicos que a comuna possui, a falta de medicamentos para atender os pacientes e de doses de vacinas para as crianças deixaram de ser um problema, sublinhou.“Felizmente, esta situação está ultrapassada, o que deixa-nos feliz”.
Actualmente, a maior preocupação no sector da saúde prende-se com a falta de uma ambulância todo-o-terreno para evacuação dos pacientes graves para os hospitais de referência e médicos, pelo menos para a sede.

Tempo

Multimédia