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Remédios sem controlo preocupam investigador

Arão Martins | Lubango

O coordenador da unidade de pesquisa e investigação da medicina africana, Kitokoto Mayavangua, defendeu na cidade do Lubango, a criação de laboratórios e áreas de pesquisa para que a medicação tradicional seja eficaz.

Kitoko Mayavangua médico tradicional
Fotografia: Arão Martins |

O coordenador da unidade de pesquisa e investigação da medicina africana, Kitokoto Mayavangua, defendeu na cidade do Lubango, a criação de laboratórios e áreas de pesquisa para que a medicação tradicional seja eficaz.
Kitoko Mayavangua  afirmou que têm sido frequentes queixas das autoridades sanitárias, que atendem nos hospitais pacientes em estado crítico por intoxicação com medicamentos tradicionais.
O presidente executivo do Fórum de Medicina Tradicional em Angola (FOMETRA), Kitoko Mayavangua, anunciou que estão em curso estudos e projectos junto das autoridades governamentais para abertura de laboratórios que podem determinar as doses a serem dadas aos pacientes em função de cada patologia.
“Estamos a fazer contactos com as universidades e outras instituições do Estado, para que sejam criados laboratórios”, disse Kitoko Mayavangua. E anunciou para breve a abertura de um hospital de medicina tradicional e uma escola técnica de formação profissional. Vão ser construídos no município de Viana.
Outro empreendimento anunciado por Kitoko Mayavangua é a construção de um hospital nos arredores da cidade do Lubango. A criação de um jardim botânico na província da Huíla, dadas potencialidades da região, é outra acção anunciada pelo coordenador da Unidade de Pesquisa e Investigação da Medicina Tradicional Africana.
Kitoko Mayavangua diz que é imperioso um trabalho conjunto entre a medicina convencional e a tradicional para salvar vidas humanas: “é preciso trabalhar em conjunto com os hospitais. Nós temos que socorrer o doente e de seguida acompanhá-lo às unidades sanitárias”.

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