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Saúde preventiva é aposta na Huíla

André Amaro| Lubango

A medicina preventiva é uma das grandes prioridades do Programa de Municipalização dos Serviços de Saúde nos 14 municípios da Huíla, durante este ano, para reduzir as despesas com a cura e tratamento de doenças frequentes na região.

Governo construiu Depósito de Medicamentos para onde se prevê a instalação de equipamentos para certificar a qualidade dos fármacos
Fotografia: Arimateia Baptista| Lubango

A medicina preventiva é uma das grandes prioridades do Programa de Municipalização dos Serviços de Saúde nos 14 municípios da Huíla, durante este ano, para reduzir as despesas com a cura e tratamento de doenças frequentes na região.
O anúncio foi feito sexta-feira pelo vice-governador da província da Huíla para área política e social, José Arão, durante um encontro de planificação das actividades para o ano em curso, no âmbito dos Serviços Municipais de Saúde.
No encontro, em que participaram os administradores municipais, responsáveis das repartições municipais de saúde, médicos e outras entidades, o governante realçou a importância da prevenção de doenças.
Ao apostar na medicina preventiva, o governante salientou que as autoridades não deixam de parte a vertente curativa, uma vez que as doenças sempre surgem.
José Arão falou da necessidade de se identificar a origem das enfermidades, patologias e endemias, para o seu combate, atendendo à afluência às unidades hospitalares provinciais, municipais e comunais.
Neste momento, as autoridades sanitárias estão a distribuir mosquiteiros. Mas o vice-governador adiantou ser necessário realizar acções que visam matar os vectores da malária, como a eliminação dos charcos, águas paradas e outras fontes de reprodução, através de fumigações, mas não só. Para José Arão, a saúde não pode ser vista simplesmente no posto médico, no centro ou no hospital, mas sim a partir da comunidade, da realização de acções de sensibilização para a educação ambiental, higiene, manutenção e tratamento do lixo.

Outras prioridades


O vice-governador avançou que, além da formação de quadros, a certificação da qualidade dos medicamentos adquiridos constitui uma prioridade para o Programa de Municipalização dos Serviços de Saúde. José Arão esclareceu que algumas vezes se desconhece a origem dos medicamentos adquiridos, qualidade e efeitos para o paciente. Por isso, recomendou, devem ser testados em laboratórios. Para tal, o governo construiu o Depósito Provincial de Medicamentos e o Ministério da Saúde construiu o Depósito Regional de Medicamentos, para onde se prevê a instalação de equipamentos para certificar a qualidade de medicamentos. As questões relativas à nutrição, frisou, também carecem de uma atenção especial, na medida em que medicamento por si só não cura, apenas se auxiliado com uma dieta alimentar adequada dada ao doente.

Redução de óbitos


O governante disse que, através de acções combinadas, é possível continuar a crescer no que diz respeito à assistência médica e medicamentosa e a diminuir os indicadores de mortalidade nos hospitais e na comunidade e a aumentar a esperança média de vida da população.
Estas acções, referiu o responsável, planificadas assentam essencialmente no Plano Nacional de Desenvolvimento 2012/2021 elaborado pelo Ministério da Saúde que tem várias acções e prioridades locais.

Êxito na municipalização


O vice-governador considerou um sucesso a aplicação do Programa de Municipalização do Serviços de Saúde nos 14 municípios da província da Huíla, em 2012. José Arão afirmou que os indicadores e resultados mostram que valeu a pena executar as acções ligadas ao programa, porque os cuidados primários de saúde chegaram aos pontos mais recônditos da província.
“Hoje, a assistência médica e medicamentosa já é feita a todos os níveis e locais, inclusive nos pontos fronteiriços, o que permite melhorar a qualidade de vida da população”, sublinhou.
A província da Huíla, em termos de indicadores de saúde, “está bem”, dada à redução dos casos de óbitos de mulheres e crianças e diminuição de doenças transmissíveis e outras patologias, referiu o vice-governador, José Arão.
O atendimento humanizado na rede de infra-estruturas sanitária da Huíla cresceu de maneira significativa, porque se construíram muitos postos e centros de saúde, foram adquiridos equipamentos e disponibilizados meios de transporte de doentes e técnicos.

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