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Seca com ameaça de crise alimentar

Cerca de 60 por cento dos 63.477 hectares cultivados na Chibia, no quadro da campanha agrícola 2011/2012, ficaram com as culturas atrofiadas em consequência da seca que nos últimos meses atinge a província. A previsão da colheita estava cifrada em 3.529 toneladas de diversos produtos do campo e também fica comprometida na mesma ordem percentual, afirmou à Angop a administradora municipal, Otília Noloti Vianney.

A estiagem que atinge a província da Huíla afecta pessoas e animais e pode provocar uma grave crise alimentar na região
Fotografia: JA

Cerca de 60 por cento dos 63.477 hectares cultivados na Chibia, no quadro da campanha agrícola 2011/2012, ficaram com as culturas atrofiadas em consequência da seca que nos últimos meses atinge a província. A previsão da colheita estava cifrada em 3.529 toneladas de diversos produtos do campo e também fica comprometida na mesma ordem percentual, afirmou à Angop a administradora municipal, Otília Noloti Vianney.
Entre as culturas afectadas destacam-se os cereais, milho, massango, massambala e feijão, mas também as hortícolas. O quadro é o mesmo nas quatro comunas que compõem a Chibia (Capunda Cavilongo, Quihita e Jau). Situado 45 quilómetros a sul do Lubango, o município da Chibia tem uma população estimada em 200 mil habitantes.
Para atenuar a crise, Otília Noloti Vianney pediu ao Executivo para distribuir sementes de hortícolas, pois os meses que se aproximam vão ser marcados pela falta de alimentos. “Solicitamos às instâncias superiores que providenciem sementes diversas de hortícolas pois os meses que se aproximam apresentar-se-ão críticos em segurança alimentar”, sublinhou.

Reembolso do crédito

A seca está também a criar dificuldades de amortização do Crédito Agrícola de Campanha por parte dos camponeses do município da Chibia, considerou a administradora municipal Otília Vianney.
O empréstimo contemplou 140 dos 270 camponeses organizados em cooperativas e associações que, por vias de meios agrícolas diversos, como instrumentos de trabalho, máquinas, sementes e fertilizantes, receberam um total 43 milhões e 769 mil kwanzas, disse Otília Vianney à Angop.
“Os camponeses estão actualmente impossibilitados de fazerem o reembolso do valor à entidade credora, o Banco Sol, porque as sementeiras não vingaram por falta de chuvas”, disse.  Os camponeses apostaram no cultivo do milho, massango, massambala e feijão, culturas que mais foram arrasadas pela ausência de chuvas.
Segundo a administradora, o atraso que se verificou na concessão do empréstimo também não ajudou, pois alguns produtos foram entregues fora da época apropriada para o cultivo e os instrumentos e máquinas não garantiram a qualidade desejada.

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