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Secagem de frutas e vegetais para uso na dieta alimentar

Domingos Mucuta | Lubango

As frutas e os vegetais que se deterioram na província da Huíla, por falta de escoamento, vão passar doravante por um processo de secagem e serem incluídos na dieta alimentar das famílias, por um grupo de especialistas formados no Lubango para o efeito.

A formação sobre práticas de processamento de frutas e vegetais, decorrida desde o dia 16 deste mês, é a terceira no país, numa promoção do Fundo da Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), em parceria com o Governo Provincial da Huíla.
O curso dotou 47 participantes, associados em cooperativas, de técnicas modernas, seguras e baratas para a conservação de frutas e vegetais, por meio de métodos de desidratação ou secagem, com vista a aumentar o tempo de conservação dos alimentos.
O oficial de indústria alimentar da FAO, Danilo Lorío, que participou na formação, sublinhou que os participantes no curso estão prontos para dar o tratamento adequado, aproveitando o período de abundância para a secagem e servir a dieta alimentar em período de escassez.O professor Danilo Lorío disse que, através dos usos dos métodos correctos, as frutas e os vegetais secos produzido localmente vão manter o valor nutricional, incluindo as vitaminas numa percentagem de 70 por cento, podendo ser consumidos sem preocupação. />“As pessoas têm agora um conhecimento e a oportunidade de melhorar as condições económicas e financeira, como alimentação e emprego, assim como a capacidade para adicionar valor nas matérias-primas para poderem vender os produtos  localmente a bom preço”, disse o especialista.
A formação dos camponeses visou potenciar os participantes, sobretudo mulheres, para começar um negócio sustentável de compra e comercialização de frutas, actividade que vai contar com o apoio dos bancos de BPC (Banco de Poupança e Crédito) e Millenium.
Os responsáveis das duas instituições bancárias anunciaram a existência de vários pacotes de financiamento para apoiar as mulheres associadas em cooperativas e com iniciativa de realizar actividades geradoras de rendimentos.
O vice-governador da Huíla para o sector político e social, João Chipalavela, sublinhou que a província é potencialmente forte, em termos de produção de frutas e que os formados estão preparados para ajudar a transformar as frutas e os vegetais em dieta alimentar.

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