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Sector da saúde tem défice de quadros

Domingos Mucuta | Lubango

O sector da Saúde na província da Huíla precisa de admitir mais quadros para reduzir o actual deficit de 24.742 funcionários, revelou ontem, no Lubango, o chefe do departamento administrativo da direcção provincial.

João da Conceição, que abordava o tema “Concurso público 2014”, no Conselho Consultivo Alargado da direcção provincial da Saúde, disse que o sector controla neste momento 3.444 trabalhadores, dos quais 1.658 enquadrados nos postos de saúde, centros médicos e hospitais municipais, e 1.786 em unidades hospitalares de referência.
O responsável do departamento administrativo revelou que do número de funcionários que compõem o quadro de pessoal da direcção provincial da Saúde na Huíla, 174 são médicos, 1.725 enfermeiros e 509 técnicos de diagnóstico terapêutico.
A província realiza este ano um concurso público para admissão de mais funcionários, cujas quotas foram distribuídas pelas repartições municipais e hospitais, cabendo às respectivas administrações e direcções das unidades sanitárias preverem as vagas dos sectores.
Sem especificar as categorias e as especialidades médicas necessárias, João da Conceição salientou que a rede de cuidados primários precisa de enquadrar 21.203 técnicos e os hospitais de referência provinciais 6.539.
A direcção provincial da Saúde controla 3.444 trabalhadores, dos quais 1.658 pertencem à rede de cuidados primários (postos, centros e hospitais municipais) e 1.786 à rede do segundo nível (hospitais provinciais), explicou.
O director provincial da Saúde, Altino Matias, aproveitou para transmitir as orientações, informações e estratégias produzidas pelo 23º Conselho Consultivo alargado do Mistério da Saúde, decorrido de 26 a 29 de Março.
Os hospitais municipais do Lubango têm escassez de recursos humanos a todos os níveis e há falta de médicos em todos os municípios da província. A vice-governadora para o Sector Político e Social da Huíla, Maria João Tchipalvela, defendeu a partilha de boas pátrias de organização, gestão de saúde e reforço da humanização dos serviços nas unidades sanitárias da província.
“Este é um momento privilegiado para uma reflexão sobre o que fazemos, como e para que fazemos, porque a saúde é um elemento de bem-estar social e psico-emocional e factor de desenvolvimento económico e social”, disse.

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