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Sociedade dá contributo para erradicar a pobreza

Domingos Mucuta | Lubango

A recolha de contribuições de diferentes actores da sociedade civil para a definição de estratégias eficazes no sentido da erradicação da pobreza nas zonas rurais foi o principal objectivo de uma “Mesa Redonda” realizada na quarta-feira na cidade do Lubango, província da Huíla.

A recolha de contribuições de diferentes actores da sociedade civil para a definição de estratégias eficazes no sentido da erradicação da pobreza nas zonas rurais foi o principal objectivo de uma “Mesa Redonda” realizada na quarta-feira na cidade do Lubango, província da Huíla.
O debate, promovido pela Acção para o Desenvolvimento Rural e Ambiente (ADRA), em parceria com o Centro de Estudos e Investigação Científica da Universidade Católica, contou com a participação de representantes de organismos do governo provincial, universidades e organizações da sociedade civil.
As contribuições recolhidas vão ser entregues aos órgãos do poder de decisão local e nacional para enriquecer os Programas e Estratégias de Combate à Pobreza até 2025, como esforços de acções multissectoriais para a criação de condições sociais básicas nas comunidades.
A directora da ADRA-Antena da Huíla, Mariana Soma, disse que a reflexão incide sobre os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio que enfatizam como condição indispensável para o ­desenvolvimento “o acesso e disponibilidade a alimentos variados e de qualidade, aos serviços básicos e económicos”.
Mariana Soma disse que o encontro foi um “momento importante” para avaliar o contributo das organizações da sociedade civil, universidades públicas e privadas nas políticas nacionais definidas para solucionar os problemas ligados à pobreza no campo.
O professor universitário Nelson Pestana explicou que o Centro de Estudos e Investigação Cien­tífica da Universidade Católica em Angola continua a desenvolver “várias linhas de pesquisa sobre a pobreza”.
Nelson Pestana referiu que os estudos estão focalizados na a­bordagem da pobreza no meio rural, águas e saneamento, saúde e micro-crédito, com o envolvimento de funcionário públicos, académicos e activistas, através de inquéritos e produção de documentos.
Os debates vão continuar para o envolvimento dos cidadãos residentes nas zonas rurais nos temas da “Pobreza e Circuito de Comercialização”, “Pobreza, Acesso a Serviços Básicos e Participação” e “Papel da descentralização no combate à pobreza”.

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