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Taxa de mortalidade materna baixa na Huíla

Arão Martins | Matala

O director provincial da Saúde na Huíla, Altino Matias, anunciou quinta-feira que a taxa de mortalidade materna diminuiu de 1,96 por cento em 2013 para 1,47 durante o primeiro semestre deste ano, com a aplicação do Programa de Cuidados Primários do sector.

O Conselho Consultivo Ordinário da Direcção Provincial da Saúde avaliou o quadro epidemiológico dos municípios da Huíla
Fotografia: Arão Martins |

Altino Matias, que falava sobre o estado actual do sector da Saúde na província da Huíla, durante a abertura do II Conselho Consultivo Ordinário da Direcção Provincial da Saúde, que decorreu até sexta-feira, disse que diminuiu igualmente a mortalidade em menores de um ano, de 27,1 para 18, 9, no mesmo período.
Ao fazer uma reflexão e avaliação de todos os feitos durante o ano prestes a terminar, os ganhos foram positivos, apesar de existirem ainda acções por realizar.
O director da Saúde destacou a aplicação dos planos de desenvolvimento sanitário, em todos os municípios, mesmo antes do orçamento dos mesmos e a afixação de médicos nacionais em todos municípios da província da Huíla como ganhos que contribuíram positivamente nos resultados atingidos.
A aplicação, apesar de forma tardia, do plano de aceleração à resposta do VIH/Sida, o início da formação em gestão de saúde, para os gestores do sector, monitorização e avaliação dos indicadores dos cuidados primários de saúde em todos os municípios, com visitas de mais de 85 por cento das unidades sanitárias da província, são outros ganhos mencionados.

Novos especialistas

Altino Matias disse que a avaliação das unidades hospitalares, com melhorias significativas em grande parte delas, contrato de novos especialistas nacionais e expatriados para o reforço da assistência, dinamização do processo de formação de internos e início da padronização do perfil do professor para os internatos afiguram-se como outros pontos positivos alcançados.
 O aumento considerável das consultas pré-natais, do número de consultas externas em toda a rede hospitalar, a diminuição de internamentos e da mortalidade no hospital central do Lubango e maternidade do Lubango são outros pontos positivos atingidos. O director da Saúde citou ainda como ganho conseguido o aumento substancial do número de exames de diagnóstico em toda a rede sanitária, a criação de laboratório de citologia na maternidade Irene Neto e assistência especializada nas comunidades.
A realização de formações realizadas para agentes comunitários de saúde por alguns municípios sem o conhecimento da Direcção Provincial de Saúde, o desvio de fundos destinados para a campanha de vacinação por alguns responsáveis de saúde pública, em alguns municípios da Huíla, são aspectos negativos que devem ser corrigidos, segundo Altino Matias.
O não cumprimento das estratégias avançadas de vacinação de rotina, a deficiência na aplicação do pacote de prevenção da malária à grávida, a baixa cobertura na consulta pré-natal, puericultura e altas taxas de abandono no Programa Alargado de Vacinação (PAV), a falta de viaturas para o plano de cuidados primários de saúde em grande parte dos municípios preocupam igualmente as autoridades sanitárias da região.
 
Falta de laboratórios
 
O director provincial da Saúde na Huíla lamentou a ausência de laboratórios em muitos centros de saúde, altas taxas de abandono do tratamento em casos de tuberculose, debilidade no processo de gestão de medicamentos em grande parte dos municípios, perda de oportunidade para testagem e tratamento do VIH/Sida em mulheres grávidas.
Em 2015 a Direcção Provincial da Saúde na Huíla pretende continuar a dar atenção especial aos cuidados primários de Saúde, visando a diminuição da mortalidade materno-infantil. Uma das maiores apostas, para o próximo ano, é a formação especializada. “No decorrer do próximo ano vamos iniciar a rotação de médicos recém-enquadrados, que devem preencher as vagas de formação na Itália, Cuba e Portugal”.

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