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Tchivinguiro intensifica a produção agro-pecuária

Arão Martins | Tchivinguiro

O milho produzido nos campos experimentais do Instituto Médio Agrário do Tchivinguiro, município da Humpata, durante as aulas práticas do ano lectivo 2011 está em fase de maturação. E decorre a colheita dss hortaliças, igualmente produzidas pelos estudantes do único instituto médio agrário da região sul, que dista a 40 quilómetros da cidade do Lubango.

Na fase da colheita estão outros produtos como o tomate e a cebola que também foram produzidos pelos estudantes do instituto médio
Fotografia: Arão Martins | Lubango

O milho produzido nos campos experimentais do Instituto Médio Agrário do Tchivinguiro, município da Humpata, durante as aulas práticas do ano lectivo 2011 está em fase de maturação. E decorre a colheita dss hortaliças, igualmente produzidas pelos estudantes do único instituto médio agrário da região sul, que dista a 40 quilómetros da cidade do Lubango.
 O instituto médio Agrário do Tchivinguiro é uma instituição pública, vocacionada para a formação d técnicos do ramo da agricultura, pescas e indústria alimentar. Possui um internato com capacidade para alojar 340 alunos, uma cozinha industrial, um refeitório, uma lavandaria, sala de estudo, sala de vídeo e instalações administrativas.
O instituto tem igualmente uma enfermaria com capacidade para internar dez doentes. O complexo é constituído por três campos agrícolas experimentais situados na fazenda do Tchivinguiro. A escola tem 12 salas, sete laboratórios e duas salas de informática.
O complexo escolar agrário do Tchivinguiro faz parte do Instituto Médio Agrário, que mantém uma exploração agro-pecuária em três fazendas que são o suporte das aulas práticas. É nestes campos que são produzidos os alimentos para o internato e os excedentes são vendidos.
A fazenda tem 250 hectares de regadio e 500 de sequeiro. No ano passado, os alunos e funcionários do Instituto Médio Agrário do Tchivinguiro. O director geral do Instituto Médio Agrário do Tchivinguiro, Francisco Ebo, disse que o empenho dos estudantes nas aulas práticas e nas actividades extra-escolares permitiu, este ano lectivo, produzir grandes quantidades de cereais e hortaliças.

Vagas disponíveis

O Instituto Médio Agrário do Tchivinguiro dispõe de 105 novas vagas para o ano lectivo deste ano, nos cursos de gestão agrícola, pescas e Indústrias alimentares. A população estudantil para este ano vai ser de 340 alunos, desde a décima à 12ª classe.
O director do Instituto Médio Agrário do Tchivinguiro precisou que o processo de ensino e aprendizagem é assegurado por 47 professores. A instituição prevê nos próximos anos introduzir no sistema de ensino dois novos cursos: técnicos de recursos Humanos Florestais e agro-alimentares.
Para as aulas práticas, o Instituto Agrário do Tchivinguiro tem laboratórios de física, biologia, zootecnia e dois laboratórios de informática básica, apetrechados com meios modernos e com técnicos especializados.
A abertura de novos institutos agrários nas províncias do Kwanza-Sul, Bié, Kwanza- Norte, Malange e Uíge reduziu a procura de alunos no Tchivinguiro. A maioria dos alunos é das províncias da Huíla, Namibe, Cunene, Kuando-Kubango e Benguela.
Para o presente ano lectivo, Francisco Ebo garantiu que as condições vão ser melhores. Referiu que está em curso a reabilitação do internato, os quartos de banho e os dormitórios femininos e masculinos.Para as aulas práticas o instituto tem tractores e as alfaias. Os meios mecânicos asseguram a produção dos 250 hectares de regadio e dos 500 hectares da área de sequeiro nas três fazendas que compõem o Complexo Agrário do Tchivinguiro. Francisco Ebo assegurou que o complexo tem terra suficiente para trabalhar.
A produção de aves está em alta no Complexo Agrário do Tchivinguiro. António Rodrigues, responsável da área de produção animal, disse que até Dezembro, o número de aves multiplicou-se para 1.800, entre patos, gansos, pombos e patos. Resultado positivo também se regista na produção de gado bovino, caprino e suíno. A produção positiva também é notável na produção de coelhos.
O responsável da área de produção animal assegurou que graças ao empenho dos estudantes do curso de gestão animal e da direcção do complexo, os níveis de produção são animadores.

Projecto de reabilitação

Mais de dois milhões e meio de dólares é o montante que a direcção do Instituto Médio do Tchivinguiro necessita para a reabilitação das infra-estruturas. A área agrária tem um canal de irrigação com uma extensão de três quilómetros, e que nesta altura está paralisado.
“Nas condições actuais, precisamos de fazer um trabalho de fundo para o aproveitamento do canal principal e secundário na produção agrícola”, disse o director do instituto. A verba é importante porque vai permitir, além da recuperação de infra-estruturas, adquirir equipamentos de ponta para efectuar a irrigação por pressão e gota a gota: “precisamos de rentabilizar os campos agrícolas. Para tal, os investimentos são necessários”.
Francisco Ebo realçou que a escola, o internato e algumas habitações beneficiaram no ano de 2000, de uma reabilitação, mas as infra-estruturas de apoio à actividade agro-pecuária não foram contempladas. Daí, a sua contínua degradação influenciou significativamente na baixa de produção e produtividade dos campos.
Para inverter a situação, já está a ser feito o levantamento de todas as componentes a serem reabilitadas, disse o director-geral do Instituto Agrário do Tchivinguiro. “A zona agrária está habilitada para fazer qualquer tipo de cultura, hortícolas, leguminosas, cereais, fruteiras. Tem ainda condições para produzir frutas das zonas temperadas, como a maçã e a pêra”, disse Francisco Ebo. A zona é também rica na produção de plantas.

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