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Tchivinguiro lança mais agrónomos no mercado de trabalho

Dmingos Macuta| Lubango

A segunda geração de técnicos médios da Reforma Educativa formados no Instituto de Agronomia do Tchivinguiro (IMAT), na Huíla, recebeu diplomas de fim de curso no encerramento oficial do ano lectivo 2010.

Um ângulo do Instituto de Agronomia do Tchivinguiro localizado na província da Huíla
Fotografia: Domingos Macuta

A segunda geração de técnicos médios da Reforma Educativa formados no Instituto de Agronomia do Tchivinguiro (IMAT), na Huíla, recebeu diplomas de fim de curso no encerramento oficial do ano lectivo 2010.
O grupo é composto por 96 técnicos médios que concluíram com êxito as especialidades de Gestão Agrícola, Produção Animal e Produção Vegetal, num universo de 287 estudantes matriculados este ano lectivo, da 9ª à 12ª classe.
O director do Instituto Médio de Agronomia do Tchivinguiro, Francisco Hebo, exortou aos recém-formados a aproveitarem os conhecimentos adquiridos e apostarem na continuação dos estudos e no mercado de trabalho, recordando que “devem ser sempre humildes e decisivos”.
Francisco Hebo disse aos recém formados que “apesar das dificuldades vividas ao longo do ano, temos a honra de testemunhar que foi atingida a meta, já que o aproveitamento está acima de 82 por cento, apesar de um certo declínio em relação ao ano anterior”, sublinhou o director do Instituto Médio de Agronomia do Tchivinguiro.
Francisco Hebo enalteceu o emprenho e sacrifícios consentidos pelos 53 docentes, dos quais nove de nacionalidade cubana, na satisfação do processo de ensino e aprendizagem e durante a convivência mutua na instituição. O Instituto Médio de Agronomia do Tchivinguiro tem dez salas de aulas, igual número de informática, seis laboratórios de Biologia, Física, Filotecnia, Química e Zootecnia e uma de desenho técnico. As salas técnicas estão apetrechadas com equipamento moderno.
Francisco Hebo disse que a direcção do instituto tem feito tudo para dar solução às questões que “pareciam intransponíveis” com a ajuda das instituições provinciais e centrais e com apoio da comunidade académica.Durante a cerimónia de encerramento, presidida pelo vice-governador da Huíla para a área politica e social, foram premiados os melhores estudantes e professores.

Reforço do sector primário

O vice-governador da Huíla para a área Política e Social, José Arão
Nataniel, sublinhou que o Tchivinguiro sempre desempenhou um papel importante na formação de quadros para a agricultura e pecuária, que continuam a desenvolver e assegurar a manutenção do sector primário em Angola.
Acrescentou que os técnicos médios formados no Instituto de Agronomia do Tchivinguiro contribuem com o seu saber para o aumento da capacidade produtiva dos solos, das plantas, dos animais e para a melhoria da qualidade dos produtos, diminuindo a fome, a miséria e a pobreza.
José Arão Nataniel lembrou que o técnico médio de produção vegetal, animal e de gestão agrícola não foi formado para trabalhar nos gabinetes mas nos campos, principalmente nas zonas rurais, onde são necessários para ajudar as populações.
“O desenvolvimento de qualquer país passa pela formação do homem a todos os níveis, porque são os profissionais dotados de técnicas que contribuam para o crescimento social, económico, cultural e intelectual dos países. Estes objectivos só são efectivos se na prática aplicarem os ensinamentos que estes bravos diplomados aprenderam”, afirmou.

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