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Terras com irrigação entregues às famílias

Domingos Mucuta| Lubango

O sistema de bombeamento de água do canal de irrigação da Jamba, na Huíla, está em fase de conclusão para servir de alternativa à escassez de chuvas na região e que afectou as principais culturas, garantiu o administrador municipal. Miguel Cassela disse que a administração municipal e os técnicos da Estação de Desenvolvimento Agrário preparam o perímetro irrigado.

O projecto de construção do canal de irrigação vai criar o hábito de cultivar nas zonas ribeirinhas para diversificar as culturas agrícolas
Fotografia: Domingos Mucuta| Lubango

Cassela explicou que cada família camponesa vai receber uma parcela de terra de um hectare e alfaias agrícolas, como forma de apostar nas culturas de regadio e contrapor a fraca época marcada por insuficiência de chuvas.
O administrador sublinhou que o projecto de construção de canal irrigado, orçado em oito milhões de kwanzas, vai criar o hábito de cultivar nas zonas ribeirinhas para a diversificação agrícolas e diminuir as consequências da fome entre a população local.
O levantamento feito aponta para uma colheita abaixo das expectativas das autoridades administrativas e dos camponeses da região, devido à seca que, nesta campanha agrícola, destruiu culturas de milho, feijão, batatas, massango, massambala e outros bens nas comunas da Jamba, Dongo e Cassinga.
“Os camponeses não estão habituados a cultivar nas zonas baixas”, por isso estamos a incentivar o cultivo de hortícolas, como batata, repolho, cenoura, cebola e outros. Esta alternativa serve para evitar a fome, uma vez que a colheita não vai ser superior a 50 por cento do previsto, salientou o administrador da Jamba.
O administrador afirmou que a destruição das lavouras provocou com que alguns camponeses enfrentem dificuldades para reembolsar os montantes do Crédito Agrícola de Campanha, cujo valor do empréstimo atingiu os 14 milhões de kwanzas.
O administrador da Jamba Mineira enalteceu o apoio das empresas de exploração de ferro, que estão também a incentivar a agricultura mecanizada.

Lagoas turísticas


Miguel Cassela convidou os empresários nacionais e estrangeiros a investirem no sector da Hotelaria e Turismo, para explorar o forte potencial turístico das lagoas da Jamba, com vista a promover a indústria da paz região. Miguel Cassela apelou para o investimento na construção de unidades hoteleiras ou similares, nas actividades pesqueiras, desportivas, aquáticas e outras áreas de atracção turística. “Queremos que os empresários venham investir na prestação de serviços para o aproveitamento das reservas de águas, como forma de atrair turistas nacionais e estrangeiros na região”, apelou. As lagoas da Jamba, criadas no tempo colonial, referiu, vão servir de reservatório de água para o processo de lavagem de ferro, através dos caudais dos rios Cuanja e Colui, que ocupam uma extensão de 30 hectares.

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