Províncias

Torneiras da aldeia SOS entram em funcionamento

Domingos Mucuta | Lubango

As crianças e jovens órfãos e abandonados da aldeia SOS do Lubango, Huíla, vão, a partir de Novembro, consumir água potável, depois da conclusão dos trabalhos de montagem de um sistema de captação, em curso naquele centro de acolhimento.

Trabalhos decorrem em ritmo acelerado
Fotografia: Domingos Mucuta/Lubango

 As crianças e jovens órfãos e abandonados da aldeia SOS do Lubango, Huíla, vão, a partir de Novembro, consumir água potável, depois da conclusão dos trabalhos de montagem de um sistema de captação, em curso naquele centro de acolhimento.
Os trabalhos de montagem do sistema, iniciados na sexta-feira, estão a cargo dos técnicos da direcção provincial da Energia e Águas.
O director da Aldeia, Faustino Siquila, manifestou a sua satisfação dizendo que “o sistema de captação vai responder a uma das preocupações da aldeia SOS e acabar com a utilização e o consumo de água retirado do riacho, junto ao monte”.
 “Queremos expressar o nosso vivo e caloroso agradecimento ao governo da província da Huíla, sobretudo à direcção das Águas, por disponibilizar as máquinas para a abertura da sonda para a nossa comunidade e crianças”, disse.
 Faustino Siquila contou que há 13 anos que as crianças e outros membros da aldeia SOS consomem água do riacho, que actualmente deixou de ter propriedades minerais, dada a poluição resultante do aumento de habitantes nas margens. “Ao longo destes anos, aproveitávamos a água deste riacho da montanha. Na época chuvosa o caudal é maior, mas no cacimbo diminui e enfrentamos muitas dificuldades. Além disso, este fontanário natural já não tem qualidade”, referiu.
O responsável espera que outras instituições “abram as mãos”, no sentido de apoiarem as acções de beneficência do internato, tendo em vista a reintegração social dos jovens e crianças em situação de risco. “Da mesma maneira que temos hoje as máquinas a trabalhar para a água jorrar nas torneiras das casas da nossa aldeia, aguardamos também que outras entidades respondam às nossas solicitações, apoiando as crianças e jovens desfavorecidos”, exortou.
A aldeia SOS do Lubango, criada em 1998 com apoio do Fundo Herman Gmerner, tem actualmente 175 crianças e jovens órfãos e abandonados, que beneficiam de formação académica e profissional, em parceria com o Ministério da Assistência e Reinserção Social. 

Tempo

Multimédia