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Tratamentos sem resultados de exames foram proibidos

Todas as unidades sanitárias da província da Huíla estão orientadas a ministrar a medicação de malária apenas para aqueles pacientes que tenham a confirmação dos testes clínicos e não através dos sintomas como era feito anteriormente.

Todas as unidades sanitárias da província da Huíla estão orientadas a ministrar a medicação de malária apenas para aqueles pacientes que tenham a confirmação dos testes clínicos e não através dos sintomas como era feito anteriormente.
Miguel Gambôa esclareceu que esta medida visa acabar com a antiga prática de que todo o paciente com febre e dor de cabeça tem malária. “Antigamente a qualquer pessoa com dor de cabeça e febre era atribuída a doença da malária e os pacientes muitas vezes acabavam por tomar medicações erradas, correndo vários riscos de saúde”, sublinhou.
Miguel Gambôa garantiu que, para se inverter esta realidade, que ainda prevalece em algumas localidades, estão a realizar campanhas de sensibilização dos técnicos de saúde nos municípios, assim como das populações. O responsável adiantou que, fruto destas acções, a população está a reagir de forma positiva, uma vez que só aceitam fazer o tratamento da malária com a confirmação dos testes laboratoriais.
O responsável disse igualmente que estão a introduzir nas unidades sanitárias do Lubango, Matala, Quipungo, Caluquembe e Caconda o teste rápido SD biolane, que permite diagnosticar a malária simples e a complicada, de modo a facilitar o tratamento da doença. “Nos restantes nove municípios da província decorre a formação dos técnicos, enquanto se aguarda pelo esgotamento dos antigos testes rápidos, para depois procederem à distribuição nos diferentes centros hospitalares”, frisou.
A.M.

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