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Tributo dos Luvales ao Chefe de Estado

A rainha Nhakatolo Tchilombo, soberana dos Luvales, disse estar a acompanhar atentamente e de forma satisfatória os esforços do Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, para o desenvolvimento socioeconómico do país. A soberana reconheceu que a paz é um bem que os angolanos há muito esperavam e que precisa de ser bem conservada.

A rainha Nhakatolo Tchilombo, soberana dos Luvales, disse quarta-feira, na vila do Cazombo, município do Alto Zambeze, estar a acompanhar atentamente e de forma satisfatória os esforços do Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, tendentes ao desenvolvimento socioeconómico do país.
A soberana, que teceu estas considerações durante a visita de cortesia efectuada àquele município pela ministra do Ambiente e pelo governador do Moxico, reconheceu que a paz é um bem que os angolanos há muito esperavam e que precisa ser bem conservada.
 Nhakatolo Tchilombo disse que a guerra trouxe males que impediram o desenvolvimento, entre elas a destruição de hospitais, escolas, deslocação de pessoas e outras atrocidades que agora, em tempo de paz, o Executivo está a procurar sanar o mais rapidamente possível.
“Aqui, a juventude precisa de escolas, hospitais e empregos. Esperamos que, dentro das políticas gizadas, estas dificuldades possam ser supridas, tendo em conta que a guerra destruiu muita coisa”, defendeu a rainha, acrescentando que a região do Alto Zambeze vai, com a chegada para breve do comboio do Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB), conhecer melhores condições a nível socioeconómico.
 A soberana dos Luvales disse esperar também que o Executivo crie todas as condições para a actualização geral do registo eleitoral dos cidadãos. Nhakatolo Tchilombo assegurou que, enquanto autoridade tradicional, está disposta a dar a sua colaboração na sensibilização das pessoas.
Por sua vez, a ministra do Ambiente, Fátima Jardim, exortou a juventude da comuna do Cazombo a trabalhar a favor da defesa das causas ambientais, por constituir factor de qualidade de vida.


Importância das comunidades
 


Fátima Jardim, que se deslocou ao Alto Zambeze no âmbito da campanha de sensibilização ambiental para uma Angola mais verde, falou sobre a importância do ambiente e da sua conservação nas comunidades. Dirigindo-se aos estudantes do primeiro e segundo ciclos, a ministra referiu que o Executivo angolano está a delinear acções de ordem legal, educação e sensibilização, para incutir maior responsabilidade às iniciativas individuais ou colectivas relativas à interacção entre as pessoas e o ambiente. Tais acções, acrescentou, visam evitar danos irreparáveis ao meio ambiente. O município do Alto-Zambeze, com sede na vila de Cazombo, é composto por seis comunas (Nana Candundo, Lumbala Kakengue, Calunda, Macondo, Caianda e Lóvua), numa extensão de 48 mil quilómetros quadrados. A população, maioritariamente camponesa, está estimada em 135 mil habitantes.
A ministra Fátima Jardim, que já se encontra em Luanda, orientou entre os dias 1 e 2, na cidade do Luena, capital da província do Moxico, o terceiro conselho consultivo do Ministério do Ambiente, sob o lema “Tratar os resíduos é preservar o Futuro”.

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