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Trocas comerciais são mais fáceis nos municípios do leste da Huíla

André Amaro | Lubango

As trocas comerciais entre as populações dos municípios do leste da província da Huíla com outros pontos do país estão a melhorar, com a reabilitação de 150 quilómetros da via rodoviária Kuvango/Chipindo.
 

Estão a ser efectuadas obras nas estradas para permitir uma circulação mais fluída
Fotografia: Jornal de Angola

As trocas comerciais entre as populações dos municípios do leste da província da Huíla com outros pontos do país estão a melhorar, com a reabilitação de 150 quilómetros da via rodoviária Kuvango/Chipindo.
A empreitada, executada pelo grupo empresarial Savana em 90 dias, no âmbito de uma parceria público-privada, consistiu na terraplanagem, melhoria das pontes e passagens hidráulicas e extinção de ravinas.
Orçada em 488 mil dólares, a reabilitação desta estrada está a proporcionar a circulação de pessoas e mercadorias com maior mobilidade e contribuir para a redução do tempo de viagem e preços dos produtos básicos.
Há três meses os automobilistas levavam entre duas a três horas para ligar Kuvango a Chipindo por estrada. Com a intervenção efectuada na via, o tempo ficou reduzido para uma hora.
Rosa Maria dedica-se à compra de milho no município do Chipindo para vender e trocar com outros artigos na cidade do Lubango, que dista 455 quilómetros. Ela fazia o percurso uma vez por semana.
“Antes fazia uma viagem de ida e volta por semana devido às péssimas condições da estrada, mas com a melhoria da estrada aumentei para duas, de forma a fazer crescer os meus rendimentos”, contou.
Sublinhou que a população do Chipindo estava a sofrer com o mau estado da estrada. Os produtos como sal, óleo vegetal, sabão, arroz, peixe seco e outros eram comercializados a preços muito altos e, com a melhoria das vias de acesso, houve redução do tempo e dos custos.
Júlio Braga é um taxista que já conhece os frutos desta empreitada. Ele já consegue fazer uma viagem de ida e volta do Kuvango a Chibindo diariamente com a sua carrinha Toyota Dina, transportando pessoas e bens.
Ele conta que, antes da reabilitação, eram poucos os automobilistas que arriscavam as suas viaturas para fazer serviço de táxi na rota e os passageiros tinham muitas dificuldades para viajar. Actualmente o número de viaturas em circulação aumentou.

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