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Turistas elogiam infra-estruturas do Lubango

Estanislau Costa | Lubango

Os progressos registados nos domínios socioculturais, económicos e das infra-estruturas, com condições adequadas para prestar serviços com qualidade e assegurar o bem-estar da população da cidade do Lubango e, em geral, da província da Huíla, mereceram o elogio de turistas de várias partes do mundo.

Vista parcial da cidade do Lubango onde decorrem várias acções de impacto social
Fotografia: Estanislau Costa | Lubango

Os progressos registados nos domínios socioculturais, económicos e das infra-estruturas, com condições adequadas para prestar serviços com qualidade e assegurar o bem-estar da população da cidade do Lubango e, em geral, da província da Huíla, mereceram o elogio de turistas de várias partes do mundo.
Centenas de turistas, concentrados neste momento nas terras da Chela para desfrutar das maravilhas proporcionadas pelo menu das festas da Nossa Senhora do Monte, que decorrem durante todo o mês de Agosto, consideram que o Lubango é uma cidade cosmopolita e a crescer nas vertentes social e económica.
O docente universitário Cristhian John, proveniente da África do Sul, fez várias fotografias do ponto turístico da Tundavala, monumento do Cristo Rei, Serra da Leba, cascata da Huíla e da Hunguéria, complexo da Nossa Senhora do Monte, avenidas da cidade do Lubango, dique da Chibia e áreas de hotelaria e turismo.
Cristhian John disse ao Jornal de Angola que a cidade do Lubango deu passos quantitativos e qualitativos invejáveis, sobretudo em infra-estruturas construídas, reparadas e ampliadas, por imperativo da realização da Taça das Nações Africanas (CAN/2010).
“Preparei tudo com muita antecedência, para estar presente e desfrutar de tudo programado nas festas da Nossa Senhora do Monte. De Joanesburgo, escalei Windhoek (Namíbia) para apanhar o voo da TAAG, que toca o Lubango, onde, ao desembarcar no aeroporto da Mukanka, notei a diferença e modernidade das novas estruturas”, afirmou o turista.
“As duas pistas iluminadas, a nova estrutura do aeroporto e os serviços prestados superam as de muitas cidades africanas. Houve, de facto, muito trabalho, que abrangeu também a via expressa aeroporto ao centro da cidade, melhorias nos espaços de recreação e lazer da Nossa Senhora do Monte e outras empreitadas de vulto”, sublinhou.
Para a esposa de Cristhian, Jaqueline John, com o espaço de seis anos sem visitar a cidade do Cristo Rei, foi positiva e bem feita a aposta nas infra-estruturas de hotelaria e turismo. “Quando estive no Lubango, em Agosto de 2005, nos confrontámos com a falta de quartos para hospedagem e locais diversificados para as refeições.”
Transcorridos seis anos, acrescentou Jaqueline, Lubango está cada vez melhor e com mais capacidade de acolher visitantes. O Executivo e os empresários desta pátria investiram na construção do Hotel Lubango, Serra da Estrela, hospedarias típicas, tais como Pulukwa, Kimbo do Soba, Vanjul, Lodge Casper e outras.
A turista sul-africana reconheceu também a benfeitoria empresarial huilana nos novos restaurantes espalhados em pontos da cidade, onde são servidos diversos pratos típicos da terra e europeus. “Lubango e seu povo hospitaleiro têm excelentes condições de segurança e infra-estruturas capazes de acolher eventos nacionais e continentais.”
Jaqueline John considera premente a urbanização dos bairros periféricos da cidade, para melhor ordenar, fazer chegar vários serviços como água, energia, postos de saúde, escolas primárias, entre outros. “A urbanização permite mudar a imagem dos bairros e facilitar o acesso de muitos serviços indispensáveis ao bem-estar das pessoas.”
 O emblemático restaurante das organizações Freitas, com pratos de comidas europeias e africanas, e o centro comercial Millennium, com mais de 12 lojas, casino, botequins, bancos comerciais, lugares favoráveis a contactos e realização de negócios, nas imediações da praça João Paulo II, são os pontos de referência para os turistas. 

Novos empreendimentos

Erguido de raiz por um grupo de empresários locais, o centro comercial tem as portas abertas ao público há sensivelmente dois anos e meio. Os mentores do projecto, Evaristo Macedo, Carlos e Norberto, idealizaram o empreendimento com o objectivo de congregar várias empresas num shopping.
Com mais de 500 postos de trabalho, o Milleniunn presta serviços aos clientes das 8h00 às 22h00. É por altura das festas da Nossa Senhora do Monte que o local regista a afluência de gentes nacionais e de vários sítios do mundo. A reportagem deste matutino encontrou, num dos locais de comes e bebes, brasileiros, portugueses, italianos, espanhóis, americanos e cidadãos de diversos pontos do continente berço.
Jovens empreendedores instalaram as suas empresas no centro comercial. Adérito Gustavo é um dos 70 indivíduos que montou o seu próprio negócio. Ele, além de servir refeições no local, faz também encomendas para alimentar bancários, pessoal de segurança privada e outros. 
O grupo Savana Construções encaixou num dos sítios da praça João Paulo II o centro comercial. O seu estilo característico e singular encanta qualquer um. A parte frontal inibe a curiosidade, mas quando se penetra no imóvel nota-se a mestria na criação arquitectónica, com o seu interior a dar a sensação de o dia passar para a noite repentinamente.
Os fragmentos de paredes são tonificados como se de casas antigas ou velhas se tratassem.
O comerciante Carlos Francisco, de Cabinda, percorreu as dependências do Millennium, tendo-o considerado de empreendimento magnífico: “No interior do centro parece que estamos numa casa antiga”.  Até final das festas da Nossa Senhora do Monte, marcado para 28 de Agosto, são esperados na cidade do Lubango mais de nove mil turistas nacionais e de várias partes do mundo, atraídos pela Feira Agro-pecuária, Expo-Huíla, Miss Huíla, veneração à padroeira da cidade, 200 quilómetros da Huíla e outras actividades.
O investimento efectuado na construção, reparação e ampliação de unidades hoteleiras, apetrechamento com mobiliário e equipamento moderno, estimado em mais de 120 milhões de dólares, tranquiliza a direcção de Hotelaria e Turismo, na medida em que estão criadas as condições de hospedagem.  O hotel Lubango, Serra da Chela, Grande Hotel da Huíla, Palanca Lodge, Amigo, Organizações Freitas, Dumas, Ivone Lar e dezenas de aldeamentos turísticos com hospedarias, estão em condições de receber e agradar qualquer visitante.
Por exemplo, o hotel Serra da Chela, de quatro estrelas, com quatro andares, possui 71 quartos, dos quais 11 suites, 125 camas, um restaurante e sala de conferências, com capacidade para mil pessoas.
O Novo Hotel, de três estrelas, tem 72 quartos e 105 camas, e o Grande Hotel da Huíla, de três estrelas, dispõe de 64 quartos e 109 camas, enquanto o hotel Lubango, de apenas duas estrelas, possui 60 quartos e 74 camas. O hotel Amigo, de duas estrelas, conta com 38 quartos e 59 camas, o Palanca Negra, duas estrelas, 36 quartos e 59 camas, Karimbo, de uma estrela, 18 quartos.
Estão também em funcionamento 25 pensões, 61 hospedarias, 14 aldeamentos turísticos, 74 restaurantes e 433 similares. Estas unidades empregam um número considerável de jovens e adultos.
Está em fase de acabamento o hotel Chic-Chic, de cinco andares, pertencente ao grupo Chicoil S.A, orçado em 18 milhões de dólares.
A unidade foi projectada com 116 quartos e uma cave para parqueamento de 20 viaturas.

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