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Tyipinge exige medidas de combate ao absentismo

Domingos Mucuta | Lubango

O governador provincial da Huíla, João Marcelino Tyipinge, decretou no município da Humpata tolerância zero para os professores absentistas neste ano lectivo, cujo acto de abertura oficial está marcado para 29 do corrente.

A província precisa de mais professores e de mais escolas de construção definitiva para assegurar um ensino para todas as crianças
Fotografia: Paulo Mulaza

João Marcelino Tyipinge anunciou esta medida numa reunião do Conselho Alargado da direcção provincial da Educação, Ciências e Tecnologia realizada com o objectivo de ajustar o calendário de 2016.
O governador exortou os directores municipais e a inspecção-geral da Educação a apertarem o controlo da assiduidade dos docentes, alertando que a qualidade do ensino está relacionada com a variável entre os períodos lectivos e o desempenho dos professores.
João Marcelino Tyipinge manifestou a sua insatisfação com o trabalho da inspecção-geral da Educação, apesar de dispor de meios suficientes para desenvolver uma actividade eficiente. “Os directores de escolas que não observarem esta orientação devem ser sancionados. A inspecção deve fazer mais, com a participação dos pais, encarregados de educação e sobas”, disse.
O governador provincial argumentou que a educação é uma componente determinante da política social do Estado. Por isso, acrescentou, quanto maior for o nível de organização, maior é a capacidade de desenvolvimento. Faltam professores O governador informou, sem precisar o número, que a Huíla tem escolas encerradas por falta de professores, o que força um elevado número de alunos matriculados a ficar sem aulas. João Marcelino Tyipinge disse que este cenário compromete os objectivos de massificação do ensino e erradicação do analfabetismo. A província precisa de 3.095 professores, cujas vagas resultam de passagem à reforma, falecimento, abandono, transferências e construção de escolas.
Nos últimos dois anos, 1.459 professores obtiveram formação na Huíla, mas ainda não foram colocados.  O governo provincial tomou medidas para travar o problema, como o cancelamento provisório de transferências e o impedimento de os professores exercerem funções administrativas.
João Marcelino Tyipinge lembrou que o Governo aprovou o reajustamento proposto pela direcção provincial sobre o regulamento da comparticipação dos pais e encarregados de educação e esclareceu que a falta de contribuição das famílias mais pobres não impede o registo da matrícula, a frequência às aulas e a transição dos alunos para o ano seguinte. “Daqui em diante, as escolas contam com um instrumento enriquecido, com o objectivo principal de manutenção, conservação e funcionamento mais eficiente, envolvendo os pais e encarregados de educação na gestão”, concluíu.

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