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UNICEF defende mais divulgação dos programas de higiene e saúde

Arão Martins | Lubango

O representante da UNICEF na Huíla, defendeu no Lubango, a necessidade de levar às comunidades os  programa de higiene e saneamento para a redução da mortalidade infantil.

O acesso ao saneamento é um direito humano fundamental para a protecção da saúde
Fotografia: Arão Martins | Lubango

O representante da UNICEF na Huíla, defendeu no Lubango, a necessidade de levar às comunidades os  programa de higiene e saneamento para a redução da mortalidade infantil.
Paulo Mendes, que falava no primeiro seminário municipal do Lubango sobre “Saneamento Básico e Higiene”, disse que o acesso ao saneamento é um direito humano fundamental para a protecção da saúde.
Um ambiente limpo e o acesso a água potável, referiu, ajuda as crianças a melhorar o seu desenvolvimento físico e mental.
A falta de saneamento tem grandes implicações na economia nacional, na medida em que as doenças causadas pelo saneamento afectam o desenvolvimento físico e intelectual da criança, prejudicam a produtividade e a capacidade de trabalho dos adultos.
“Ao promovermos o acesso ao saneamento como um direito humano fundamental, a higiene e o saneamento básico, como uma das formas mais benéficas de intervenções da saúde pública, salvamos as vidas de milhares de crianças e adultos”, disse Paulo Mendes.
Estudos feitos em 2009 demonstram que a higiene e o saneamento estão entre as formas mais benéficas de intervenções da saúde pública para a redução da mortalidade infantil.
Paulo Mendes lembrou que as diarreias, infecções respiratórias e a falta de saneamento básico constituem a causa de 45 por cento da mortalidade infantil: “a falta de saneamento leva as pessoas a viverem em condições inseguras, sem práticas de higiene básicas como, por exemplo, lavar as mãos com água e sabão”.
O representante da UNICEF precisou que para as populações que vivem nos subúrbios das cidades, rodeadas de dejectos humanos e lixo, a falta de saneamento significa humilhação, marginalização e privação da participação na sociedade. Reconheceu que em Angola, a falta de saneamento é um sinal de pobreza e representa um dos maiores desafios do Executivo para o desenvolvimento humano.
“Apesar dos desafios de saneamento, todos os dias vemos pessoas a desfrutarem e por vezes de forma abusiva da beleza da fauna e da flora nos campos, nos rios, nas praias sem terem em conta que a precariedade do saneamento tem causado poluição do ambiente em que vivemos”, disse Paulo Mendes.
O seminário do Lubango sobre o “saneamento básico e higiene”, foi organizado pelo Governo Provincial da Huíla.

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