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Urbanização da Eywa com mais energia eléctrica

Arão Martins | Lubango

A ligação da nova urbanização da Eywa, nos arredores da cidade do Lubango, à rede pública e doméstica de electricidade, está a ser efectuada desde Março por uma empresa contratada pelo governo provincial da Huíla.

Iluminação pública a nível da nova centralidade de Eywa vai contribuir para elevar a qualidade de vida das populações locais
Fotografia: Arimateia Baptista | Lubango

A primeira fase do projecto que termina este mês, orçada em 161 milhões de kwanzas, prevê o abastecimento de energia eléctrica a 227 casas e diversos arruamentos, e também abrange 61 residências construídas no âmbito do programa de fomento habitacional.
No total serão instalados 3.600 metros de rede de iluminação pública e 3.300 de rede doméstica.
O director da empresa, Duarte Gomes, disse que todas as ligações domésticas são por cabos subterrâneos e que será montado um posto de transformação de 630 quiloWatts, com capacidade para atender toda a área abrangida. “A energia que está a ser colocada na centralidade da Eywa é proveniente da rede de média tensão da central térmica da Arimba, que produz 40 megaWatts”, explicou.
Nesta primeira fase, estão a ser colocados 90 postes de iluminação pública de um total de 250 previstos para toda a urbanização, avançou Duarte Gomes disse que cada moradia tem uma alimentação com protecção eléctrica individual, para proporcionar uma elevada qualidade de serviço, já que qualquer avaria numa habitação fará activar o respectivo dispositivo, não prejudicando as outras.
“A iluminação pública, em colunas de 6 e 8 metros de altura, foi projectada com lâmpadas de vapor de sódio de alta pressão, pelas quais se consegue obter bons níveis de iluminação, com poupança de potência, resultando em menores custos de exploração, para o mesmo nível de qualidade de serviço”, sublinhou o director da empresa.
Duarte Gomes adiantou ainda que a rentabilidade económico-financeira do projecto está garantida com a montagem em cada residência de contadores pré-pagos.
 “Esta situação é de elevada importância na gestão da exploração, uma vez que proporciona uma antecipação e garantia das receitas”, sublinhou.
Na urbanização da Eywa estão a ser erguidas, num terreno de 50 hectares, moradias do tipo T1 a T4, devendo as primeiras serem entregues ainda este ano.
Além das casas, está incluído no projecto da urbanização a construção de infra-estruturas básicas e de um pólo universitário afecto à Universidade Mandume ya Ndemufayo, com capacidade para mais de 20 mil estudantes.

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