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Vendedores ambulantes são registados em breve

Domingos Mucuta | Humpata

Cidadãos que exercem a venda ambulante na cidade do Lubango vão ser, nos próximos tempos, catalogados para formalizar a actividade junto das autoridades e permitir maior controlo, anunciou sexta-feira o administrador municipal do Lubango.

Fotografia: JAIMAGENS.COM

Francisco Barros falava na cerimónia de abertura do I Fórum de Auscultação à Mulher Zungueira, promovido com o objectivo de discutir, reflectir e encontrar soluções para o fenómeno da proliferação da venda de produtos em locais impróprios.
O dirigente máximo da capital huilana disse que o registo dos vendedores, sobretudo as zungueiras, permite definir melhores políticas para a criação de condições mercantis para o exercício condigno da actividade de comércio ambulante.
“Este é um dia especial para o nosso município, porque estamos a reflectir sobre a vida da mulher zungueira, que todos os dias está na rua à procura de satisfação das necessidades da sua família. Devemos encontrar compreensão mútua, de forma a harmonizar a actividade informal e transformá-la em formal”, disse.
Francisco Barros disse que a administração pugna por uma gestação aberta e participativa, virada para a interpretação correcta das políticas públicas em curso no país, numa altura em que a actividade de comércio informal no Lubango é exercida por mais de 13 mil cidadãos de diferentes faixas etárias.  “Queremos encontrar soluções para que as zungueiras sejam parte integrante do dia-a-dia. A administração pede a colaboração de todos para encontrar as melhores soluções”, exortou. />A coordenadora da Rede Mulher, Verónica Rito, sublinhou que a actividade das zungueiras tem valido bastante, porque com os negócios elas conseguem pagar as despesas familiares, como propinas, assistência médica, mas é grande o risco por ser exercido ao ar livre, debaixo de sol abrasador e nas bermas das estradas.
“Muitas vezes, quando são surpreendidas pelos fiscais e com receio de perder o negócio, saem disparadas sem reparar se vem um carro ou motorizada. É também um risco para a saúde, porque muitos produtos perecíveis são vendidos em condições de insalubridade”, alertou.
A vice-governadora da Huíla para o Sector Político, Maria João Chipalevala, disse que é preciso que as mulheres tenham poder de realizar os seus negócios e tenham direitos de formação e locais condignos para trabalhar e vender.
Maria João Chipalevala acrescentou que as mulheres têm responsabilidade para prestação de serviços às comunidades e também cuidar das ruas e dos espaços onde exercem a actividade.
O I Fórum de Auscultação, decorrido sob o lema “Mulher zungueira rumo ao desenvolvimento da economia local”, congregou 320 delegados, dos 20 aos 63 anos.
O encontro colheu contribuições de diferentes estratos sociais, políticos e académicos, para a definição de estratégias viáveis de organização do comércio ambulante.

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