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Vendedores de comida com controlo reforçado

Domingos Mucuta | Lubango

A fiscalização e o controlo das medidas de higiene e segurança alimentar nos estabelecimentos de venda de produtos alimentares está mais reforçada, com a formação de técnicos especializados da Região Sul, num curso promovido pelo Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (INADEC), na cidade do Lubango.

 O curso, enquadrado no Programa Nacional de Formação em Higiene e Segurança Alimentar, é o terceiro e abordou temas relacionados com métodos de manipulação de carnes, pescado e marisco, panificação e pastelaria, hortofrutícolas, charcutarias e lacticínios e restauração.
 Esta primeira fase de formação, ministrada por uma empresa com vasta experiência no sector de prevenção de saúde pública, apresenta como vantagens o aumento da qualidade do produto e optimização de recursos. A próxima fase, que arranca em Janeiro, vai abranger as empresas importadoras, grossistas e retalhistas.
A formação da Região Sul contemplou técnicos das províncias da Huíla, Cunene, Namibe e Cuando Cubango. Desde o início do ciclo de formações já foram qualificados técnicos de Luanda, Benguela, Huambo, Bié e Cuanza Sul.
 A directora provincial do INADEC na Huíla, Bárbara Coutinho, sublinhou que a formação vai contribuir de forma significativa para a melhoria da actuação dos técnicos em matérias de fiscalização e educação de medidas de higiene, juntos de empresas importadoras de alimentos.
 Bárbara Coutinho reconheceu que as unidades de fiscalização necessitam de recursos humanos e cada vez mais habilidades para responder à crescente complexidade da actividade. A responsável destacou a abrangência do Programa Nacional de Formação para os manipuladores de alimentos a nível nacional
“O Programa Nacional de formação em Higiene e Segurança Alimentar está a aumentar os níveis de conhecimentos dos fiscais, para melhor protecção da saúde pública e garantir uma satisfação dos consumidores angolanos”, frisou a directora do INADEC na Huíla.
 O assessor de imprensa do INADEC anunciou a criação do sistema nacional de protecção dos consumidores, que passa pela revisão e actualização da legislação vigente. Pombal Maria anunicou que o Executivo vai criar um sistema nacional, para clarificar as responsabilidades dos fornecedores e garantir a durabilidade e fiabilidade dos bens e serviços.
 O Instituto Nacional de Defesa do Consumidor foi criado a 25 de Julho de 1997, com o objectivo de promover a política de salvaguarda dos direitos dos consumidores, coordenar e executar as medidas tendentes à protecção, informação e educação dos cidadãos e empresas.

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