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Vendedores do "João de Almeida" têm novo espaço

Vendedores do Mercado João de Almeida, no Lubango, vão ser transferidos, ainda este mês, para novas instalações com melhores condições de sanidade.

As bancadas do novo mercado estão cobertas para evitar que os produtos e os próprios vendedores fiquem expostos ao sol e à chuva
Fotografia: Arimateia Baptista | Lubango

As novas estruturas foram construídas no Rio Nangombe, arredores da comuna da Quilemba, informou o responsável pelos mercados da Administração do Lubango, Fernando de Oliveira.
Fernando de Oliveira disse que o processo de distribuição dos lugares aos vendedores nas novas instalações começou com a entrega de 3.099 bancadas e acrescentou que o novo mercado tem espaço suficiente para acolher 3.600 pessoas, por isso não há razões de preocupação.
No novo mercado, referiu o responsável, cabem todos os vendedores do antigo Mercado João de Almeida e outros que se mostrarem interessados e que queiram comercializar os seus produtos de forma organizada e em melhores condições de sanidade.
As bancadas do novo mercado estão cobertas de chapas de zinco,para que os produtos e os próprios vendedores não estejam debaixo do sol.
Construído numa extensão de 61 hectares, o mercado foi projectado para 200 armazéns, lojas, agências bancárias, parques de estacionamento, além de dispor de um matadouro com serviços de veterinária, posto policial e gabinetes administrativos já inaugurado pelo governador provincial da Huíla.
O mercado integra também centros infantis comunitários, para garantir o ensino pré-escolar aos filhos dos vendedores. Está ser montado também o sistema solar de captação de energia, água e a montagem de um grupo gerador.
Fernando de Oliveira disse que o mercado dispõe de condições para que os vendedores deixem de exercer a sua actividade comercial em locais impróprios, sujeitos a contrair doenças.  “Aconselhamos os vendedores a solicitarem o espaço no novo mercado para que poderem desenvolver a sua a actividade sem qualquer risco. Temos espaço suficiente e com condições que permitem que se faça um comércio organizado e não como anteriormente”, disse o responsável pelos mercados.
No quadro deum trabalho de campo de dois dias no Lubango, o governador provincial da Huíla inaugurou os mercados rurais do desvio do KM 40 e da comuna da Huíla. João Marcelino Tyipingue inaugurou, ainda, a segunda fase do Mercado do Desvio, que agora acolhe mais de mil vendedores. O mercado rural da comuna da Huíla tem 106 bancadas.
A nova fase ainda não tem data marcada, mas nela serão construídas mais bancadas.
 O governador provincial aconselhou os vendedores do desvio do KM 40 a aproveitarem bem as novas bancadas e a evitarem comercializar junto das estradas.

Construído posto de saúde


A povoação de Nondjiwe, comuna de Quilemba, município do Lubango, tem um novo Posto de Saúde, inaugurado pelo governador da Huíla, João Marcelino Tyipingue.
A unidade sanitária da povoação de Nondjiwe dispõe de serviço de consultas gerais, análises clínicas, vacinação, farmácia e arrecadação, além de sala de observação, serviços de puericultura e nutrição.
Os serviços são assegurados por quatro técnicos, numa região com perto de dois mil habitantes.Perto do posto médico foi construído um sistema de abastecimento de energia e água potável com capacidade de bombear cerca de dois mil metros cúbicos por hora.
 “Estamos agradecidos, porque ganhámos uma infra-estrutura importantíssima para a vida das populações. Agora não temos de caminhar longa distância em busca de assistência médica e medicamentosa”, disse Manuel Simões, residente em Nondjiwe.

Acesso difícil


A circulação entre a comuna do Quilemba e a povoação de Nondjiwe é difícil em função do mau estado da via. De viatura ligeira é quase impossível e os que arriscam acabam por danificar o veículo. Só os todo-o-terreno conseguem vencer os obstáculos e chegar a uma ou outra localidade.
A delegação do Governo Provincial levou cerca de duas horas para percorrer 40 quilómetros, entre Quilemba e Nondjiwe.
A localidade tem falta de escolas, necessitando de pelo menos mais 200 salas para acolher cerca de cinco mil crianças que estudam em más condições. A água potável também é um problema que precisa de ser vencido. A actividade principal da população de Nondjiwe é a criação de gado e agricultura familiar.

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