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Videovigilância no Bicuar para controlo das espécies

O Parque Nacional do Bicuar, no município da Matala, necessita de um sistema de videovigilância, para monitorar as espécies animais e ajudar a reprimir a caça furtiva, defendeu sexta-feira o coordenador da equipa de investigação do Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED).

Espécieis animais são melhor protegidas
Fotografia: DR


Agostinho da Silva afirmou que os especialistas já solicitaram ao Governo Provincial da Huíla a instalação do mecanismo de controlo na reserva natural.
O coordenador da equipa de investigação disse que, caso o sistema seja instalado, o parque nacional vai dispor de uma central de controlo, cuja base fica no acampamento principal, o que permite o controlo das espécies.
O docente do ISCED do Lubango disse que a colocação do sistema vai permitir aos técnicos controlar os caçadores furtivos e outros factores que prejudicam os animais no parque. Agostinho da Silva defendeu a continuação das investigações científicas, com a disponibilização de mais meios técnicos, para que faça um trabalho de pesquisa completo na reserva natural da província da Huíla.
O professor disse ser notória a ausência de guias para a investigação científica no interior do parque, o que dificulta o aproveitamento do espaço para a investigação e turismo. O investigador disse que é preciso actualizar os conhecimentos dos fiscais, principalmente em temáticas que têm a ver com a contenção de incêndios, identificação de animais, uma vez que os fiscalizadores conhecem apenas as espécies que mais abundam no parque, como bambis, olongos, nunces, javalis e elefantes.
Agostinho da Silva apelou à população vizinha do parque para que acabe com as queimadas, para não serem atingidos os animais ou afugentá-los.
Com uma extensão de 7.900 quilómetros quadrados, o Parque Nacional do Bicuar foi criado, em 1953, com o objectivo de proteger e defender diversas espécies animais selvagens. A reserva está numa zona limítrofe entre os municípios do Quipungo, Matala e Gambos.

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