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Vítimas da seca na Huíla já bebem água potável

Domingos Mucuta| Gambos

A maior parte das vítimas da seca no município dos Gambos, província da Huíla, já dispõe de água potável através de pontos de captação, construídos em várias localidades da região, através do Projecto de Emergência de Combate aos Efeitos da Seca, anunciou o director Provincial das Águas.

Pontos com painéis solares têm capacidade para captar e bombear água e inclusive acumular em reservatórios ao contrário dos manuais
Fotografia: Domingos Mucuta| Gambos

Abel da Costa, que inaugurou os pontos de água nas localidades de Ticondongolo e Timbueio, explicou que mais de dez mil pessoas, dos cerca de 11 mil, afectados pela seca, passaram a dispor de água potável, incluindo o gado bovino, principal riqueza da população. Até ao momento, foram construídos 40 pontos de captação, com capacidade para bombear, no mínimo, cerca de dois mil metros cúbicos por hora.
Os novos sistemas de abastecimento de água dos Gambos, que substituem os furos de manivela, agregam lavandarias, bebedouros para gado e um reservatório por gravidade. Orçado em 2,4 milhões de kwanzas, o projecto de emergência contra os efeitos da seca chega em boa altura.
Ainda para este ano, está previsto o arranque das obras do açude dos Gambos, para retenção da água. O director das Águas garantiu dar continuidade ao processo de construção do sistema de captação e abastecimento a outras zonas afectadas pela estiagem, com o objectivo de captar mais águas do subsolo e prevenir surpresas resultantes da falta de chuvas na província.
Abel da Costa esclareceu que os pontos com painéis solares têm capacidade para captar e bombear e, inclusive, acumular mais água, o que não acontece com as manuais, que são muito limitadas. “Estamos a atender uma procura de dois mil litros por hora e é necessário muito esforço e uma grande rotação. Estamos na ordem dos 90 por cento em termos de atendimento aos afectados dos Gambos”, referiu.

Apoio da UNICEF


Abel da Costa destacou o apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), na concretização de vários projectos relacionados com o abastecimento de água às populações afectadas pela estiagem nos Gambos.
A parceria com a UNICEF, salientou, serve de suporte tecnológico e de preparação dos técnicos, para a aplicação de tecnologia nos sistemas de captação de água, em curso na província.“A UNICEF é daqueles parceiros que aparece na hora certa. Hoje, temos a situação da água resolvida graças à parceira com esta instituição. Não sabíamos como fazer uma perfuração, mas felizmente hoje temos técnicos capazes e habilitados para fazer esse trabalho”, salientou.
O representante da UNICEF em Angola, Francisco Sonane, disse que o acesso à água é tão fundamental para as pessoas como para os animais. Por isso, todo o esforço é pouco para que a população passe a consumi-la. A UNICEF vai continuar a trabalhar no sentido de as pessoas terem acesso à água e ao saneamento, no quadro dos acordos existentes ente as autoridades angolanas e a Organização das Nações Unidas.

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