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Huíla passa a formar técnicos ferroviários

Estanislau Costa | Lubango

A formação de mais técnicos em diversas áreas ferroviárias estará assegurada, na região sul, com a abertura, no final de Fevereiro próximo, do Instituto Técnico-Profissional do Caminho-de-Ferro de Moçâmedes (CFM), situado na cidade do Lubango, província da Huíla.

Parte frontal do centro de formação dos Caminhos-de-Ferro de Moçâmedes
Fotografia: Estanislau Costa| Huíla | Edições Novembro

O instituto, erguido de raiz, no bairro Ferrovia, e projectado para albergar mais de 550 alunos, em três turnos, tem  cinco salas de aulas, 16 laboratórios,  uma sala de simulação e observação e um local para teste da qualidade dos acessórios ferroviários.
O presidente do Conselho de Administração do Caminho-de-Ferro de Moçâmedes, Daniel Quipaxe, disse ao Jornal de Angola, que o propósito da nova instituição de ensino técnico-profissional  “é  suprir a carência de pessoal qualificado na área ferroviária das províncias da Huíla, Namibe e Cuando Cubango”.
Daniel Quipaxe fez saber que, o referido centro de formação,  terá à disposição dos alunos uma área de equipamentos auxiliar para os sectores de Manutenção e Telecomunicações, Sinalização Ferroviária e Teste Laboratorial. Os estudantes terão ainda a facilidade de fazer estágios na própria escola .
“O Caminho-de-Ferro de Moçamedes, que beneficiou de obras de construção dos novos equipamentos auxiliares e apetrechado com locomotivas e vagões diversos,  precisa de mão-de-obra qualificada em diversas áreas, para tornar os serviços viáveis e em altura de corresponder às exigências do mercado”, sublinhou Quipaxe.
Na óptica de Daniel Quipaxe, O Instituto do Caminho-de-Ferro de Moçâmdes, o primeiro centro do género no país, “representa uma mais-valia”, por estar vocacionado  para formar quadros  nas diversas áreas do corredor do caminho-de-ferro da região sul. “Com a formação de novos técnicos estaremos em condições de promover a substituição salutar daqueles que estão em vias de ser reformados”, adiantou.
O Instituto, segundo o nosso interlocutor, tem um lar estudantil específico, com 53 quatros, para acomodar os alunos e professores provenientes de outras províncias. Possui também  refeitório, economato, lavabos diversos e escritórios.
Aquele responsável do CFM explicou que para a abertura efectiva da escola, a instituição que dirige vai articular com o Ministério da Educação e Governo Provincial da Huíla um enquadramento legal,  para que se criem as condições necessárias para o arranque do ano lectivo.
 “As matrículas começam tão logo se realize o encontro de concertação com o Governo Provincial da Huíla e com alguns institutos técnicos destas paragens, com vista a encontrarmos um figurino adequado para o bom funcionamento da escola”, referiu.
 Informou que vários jovens têm contactado com frequência a direcção do caminho-de-ferro para se inteirarem do início das matrículas e dos cursos  que, para os mesmos, oferecem maior probabilidade de inserção no mercado de trabalho.
 O Instituto,  inaugurado em Julho do ano passado, está implantado numa área de 5.000 metros quadrados. As obras estiveram a cargo de uma empresa chinesa, no âmbito do projecto de reabilitação e modernização do Caminho-de-Ferro- de Moçâmedes.

Concorrência
Os cursos técnico-profissionais de telecomunicações, mecânica e sinalização ferroviária  têm sido os mais concorridos pelos jovens que concluíram o ensino de base.
Fernando Pedro, 14 anos, diz que vai  escolher o curso da mecânica, para no futuro mobilizar outros colegas à fim de montarem uma oficina para camiões de longo curso, tendo em conta o que vão aprender sobre o funcionamento de motores das locomotivas. “Os cursos técnicos são muito vantajosos por facilitar a inserção rápida no mercado de trabalho”,disse.
Por seu turno, Alberto Domingos, outro candidato,  prefere as telecomunicações, devido a evolução que se regista no mercado e o possível surgimento de mais companhias de telecomunicação. “Vão surgir mais empresas  neste ramo, que vão  necessitar de técnicos qualificados, em função do facto de o nosso país ter agora o Angosat, daí a minha aposta” disse.

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