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Identificada população animal do Iona

Manuel de Sousa | Namibe

A população animal do Parque Nacional do Iona e as formas de gestão do espaço localizado na província do Namibe estão a ser identificados pelo grupo de estudos dos relatórios das acções desenvolvidas na cerca, no âmbito do projecto da biodiversidade e conservação.

Governo estuda estratégias para repovoamento do Parque Nacional do Iona
Fotografia: Kindala Manuel

O projecto de identificação da população do parque e as suas formas de gestão foram apresentados ontem aos membros do governo provincial do Namibe e do conselho de auscultação e concertação social.
Conhecer a população que vive no parque do Iona, saber como vivem para depois definir-se regras e recorrer a elementos antigos são algumas das propostas apresentadas pelas empresas ao Executivo e governo provincial do Namibe.
Com o estudo levado a cabo pelo grupo de trabalho, as autoridades pretendem encontrar a melhor forma de gestão do parque, de acordo com o professor universitário e ecologista João Serôdio, mentor dos projectos apresentados. O também médico veterinário referiu que o país não herdou nenhuma sensibilidade para problemas ambientais, comparativamente com outros países africanos, que têm tudo estruturado e apresentam um manancial lucrativo financeiramente.
João Serôdio realçou a vontade do Executivo em reabilitar e criar políticas de conservação dos parques nacionais, mas apelou à criação de estratégias concretas, para uma boa gestão e manutenção dos parques.
Defendeu o combate à caça furtiva, a protecção das espécies, munir de conhecimento a população que vive no parque, para que possam ser os primeiros fiscais e evitar que outras comunidades façam estragos na reserva.
João Serôdio defendeu a necessidade de realizar estudos para redefinir as políticas de reabilitação, conservação e gestão do parque, por via de estudos ambientais e a construção de infra-estruturas físicas para a atracção turística.
O governador provincial do Namibe, Rui Falcão, defendeu a intensificação dos níveis de diálogo entre os vários níveis da administração e que “não valem encontros para se apresentarem ideias, elas devem ser discutidas antes com as instituições da província para a criação de consensos”.
Referiu que os órgãos de gestão do parque do Iona é que têm que ter pontos de convergência que devem ser discutidos entre as partes, para, num mesmo órgão, discutirem as questão relativas ao parque.
O projecto nacional de biodiversidade e conservação do Parque do Iona, implementado em quatro anos, está avaliado em 13 mil dólares, visando a reabilitação do espaço e a melhoria da gestão da sua conservação, capacitando os técnicos locais.
O projecto tem como parceiros, além do Executivo de Angola, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, União Europeia e o GEF.

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