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INAC quer combate cerrado à onda de violência contra crianças

Juliana Domingos| Huambo

As autoridades do Huambo estão preocupadas com o aumento de casos de violência contra as crianças. O chefe do Serviço Provincial do Instituto Nacional da Criança (INAC) aponta sobretudo os maus-tratos, serviços forçados e abusos sexuais, situação que tem contribuído, em grande medida, para o abandono escolar.

Huambo testemunhou palestra contra violência
Fotografia: Miqueias Machangongo| Edições Novembro

Aurélio Augusto sublinhou, ao nosso jornal que as ocorrências que o INAC tem registado são encaminhadas para o Tribunal de Menores para o devido tratamento, uma vez que o instituto tem apenas a função de acompanhar e auxiliar estes processos e dando também o apoio psicológico e acolhimento a muitas das vítimas.
O INAC continua a formar, no âmbito de trabalho de sensibilização contra menores, agentes comunitários no sentido de promover palestras mensais sobre a prevenção e combate a violência. Aurélio Augusto fez estas declarações, à margem de um seminário, que contou com a participação de administradores municipais, membros do Governo, responsáveis de instituições da saúde, entidades religiosas, entidades tradicionais e outros agentes.
O responsável do INAC sublinha que só salvaguardando o direito ao respeito, dignidade, integridade física e psíquica, moral, a um nome e uma nacionalidade estas podem representar especificamente o futuro de Angola e da sociedade.

Apoio às crianças

As crianças do Huambo, que participaram no encontro apelaram, na sexta-feira, as autoridades locais no sentido de trabalharem mais com vista a pôr fim à violência contra menores, com a criação de programas de combate à pobreza, garantindo o apoio, a integração social e protecção integral dos directos a si consagrados. Na mensagem, os petizes rogam que o trabalho infantil deve continuar a ser combatido pela sociedade por ser um obstáculo ao seu crescimento físico e psicológico.

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